terça-feira, 3 de julho de 2012

Os Vingadores

avengersFilme: Os Vingadores ( The Avengers )
Nota: 7
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Cobie Smulders, Samuel L. Jackson, Gwyneth Paltrow
Direção: Joss Whedon
Ano: 2012

 

 

 

 

Não me sinto tão confortável em escrever sobre esse tipo de produção porque não sou realmente fã e conheço muito pouco. Mas gosto de cinema, então alguma coisa já tem.

Antes de mais nada temos que aplaudir a obra de arte que foi só juntar esse elenco. Quem administrou tantos egos deve ser o verdadeiro herói. Só gente boa e famosa mesmo (menos a sem graça da Gwyneth Paltrow).

Foi um filme muito aguardado, por ser uma continuação de vários outros que foram exibidos nos últimos anos, todos reunidos. Todos de sucesso.

Além disso, reunidos vários heróis, algo que sempre mexe com a imaginação das pessoas e produz oportunidade de termos várias cenas de ação com bons efeitos especiais.

O diretor é o Joss Whedon, que tem um nome muito forte no universo nerd, produzindo filmes e séries consagradas, com um público bem fiel.

O trabalho foi bom, com bons efeitos e bons atores. Mas tem algo que não entra na minha cabeça: será que ninguém para pra pensar como aquilo é ridículo?

As pessoas com máscaras, capas, roupas de couro agarradas, correndo fazendo poses e salvando o universo de criaturas malignas!

Além disso, as piadinhas que aparecem no meio da hora em que estão brigando. Acho tudo isso estranho demais.

Se você procura o filme só com a intenção de ver o “da hora”, vai encontrar um dos melhores feitos nos últimos anos. Se você procura algum sentido, esquece. Nem falo de uma proposta engrandecedora, porque sei não ser essa a ideia, falo de alguma lógica naquilo tudo. Não há.

De todo modo acaba sendo uma boa opção no cinema. Até por isso bateu recordes de arrecadação. Além disso, quem vai perder a chance de ver a Scarlett naquelas cenas?

Destaco a música tema do filme, do Soundgarden, muito boa.

Recomendo com as reservas acima.

FDL

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Silk

silkJá faz um tempão que tinha baixado a primeira temporada dessa série britânica, mas acabei deixando no HD sem lembrar de assistir.

Nesse ano percebi a minha negligência quando vi sair a segunda temporada. Tendo em vista como os ingleses demoram para seguir com suas séries, larguei mão mesmo.

Mas quando fui relembrar do que se tratava achei que seria um momento perfeito para assistir. Até porque, as temporadas de 6 episódios são boas para não enjoar.

A série trata da Justiça criminal inglesa, que é completamente diferente da americana e de outro universo quando comparada com a nossa.

Um dos lados bons foi que precisei pesquisar para entender a série. Fui saber o que era o “silk”, os barristers, os solicitors, enfim, vários termos e cargos que tinham influência direta na série.

Basicamente, no sistema deles há dois tipos de advogados, os solicitors, que atuam somente fora dos tribunais, e os barristers, que atuam neles. Silk é um nome dado a um tipo ainda mais seleto de barristers, os que entram no Conselho da Rainha, uma classe considerada mais preparada, com advogados responsáveis pelos casos mais relevantes. São chamados de silk por conta da vestimenta de seda que usam.

A série trata de um escritório de barristers, focado ainda mais em dois deles, Martha e Clive, ambos concorrendo para se tornarem silks. Em meio disso, há os casos em tribunais e as tramoias no próprio escritório.

Na primeira temporada há ainda uma disputa entre dois pupilos por uma vaga, cada um com um mentor, os dois da disputa acima.

A primeira temporada é genial. Assisti tudo de uma vez em poucos dias. Tem até a atriz Natalie Dormer, interpretando uma das pupilas. Essa atriz é ótima, mas saiu depois, já que está em séries mais famosas atualmente.

Na segunda temporada, com Martha já sendo Silk e Clive morrendo de inveja, vemos a série ir mais para o lado de luta contra a máfia, coisa que não gosto tanto.

Mas essa série tem um texto tão rico, histórias tão bem feitas e interpretação tão precisa, que não consigo falar mal da segunda temporada.

A atriz que interpreta a Martha Costello é muito boa, espero vê-la em outras produções no futuro, porque ela merece uma carreira de muito sucesso.

A série foi renovada e volta sabe Deus quando, né? Por isso é complicado acompanhar produções inglesas. Mas que são boas são, então não tem como deixar passar.

Recomendo muito!

FDL

domingo, 1 de julho de 2012

Filha do Mal

filha do malFilme: Filha do Mal ( The Devil Inside )
Nota: 3
lenco: Fernanda Andrade
Ano: 2012
reção: William Brent Bell

 

 

 

 

 

 

O gênero do terror acaba tendo vários subgêneros. Os filmes de exorcismo acabam sendo uma boa fonte de sucesso, tendo em vista algumas obras feitas. O problema é que prometer é uma coisa, cumprir é outra completamente diferente.

Esse filme teve um trailer que me empolgou muito no cinema. Prometia um filme forte, com interpretações reais e criticando a postura do Vaticano.

No final, foi mais uma apelação boba sem sentido, com efeitos especiais ruins e um final completamente sem sentido.

A atriz é brasileira e fico contente em termos alguém do nosso país em produções famosas. Só poderiam ser de qualidade. Aí e já acho que é pedir demais.

O filme é frustrante porque chama mistérios, causa desconfortos, mas acaba abruptamente sem fazer ter algum sentido. Por isso é péssimo.

Há outros filmes sobre exorcismo muito melhores do que esse, sem promessas pretensiosas ainda.

Não recomendo.

FDL

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Acima de Qualquer Suspeita

Acima de qualquer suspeita

“... Se você não tem coragem de apontar, sussurrou John White, não pode esperar que eles tenham coragem de condenar.

Por essa razão eu aponto. Estendo a mão ao longo do tribunal. Estico um dedo. Procuro os olhos do réu. E digo:

‘Este homem foi acusado.’”

Scott Turow, em Acima de Qualquer Suspeita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nunca escondi que sempre fui fã do John Grisham, com seus suspenses de tribunal. Por conta da vasta obra dele nunca tinha me interessado por outros autores do mesmo gênero. Era um erro.

Estava bisbilhotando outro dia em uma livraria e vi a capa do Acima de Qualquer Suspeita e acabei me interessando pela sinopse, pelos comentários, por saber que foi inspiração para um filme famoso, pela arte da capa, enfim, o livro chamou a minha atenção.

Comprei e a obra entrou na fila que não para de aumentar proporcionalmente contrária ao meu dinheiro disponível. O filme ficou no HD esperando o momento certo também.

Em meio a provas e estudos acabei lendo esse livro muito rápido, uns 15 dias no máximo. É um dos melhores livros que eu já li na vida sem a menor sombra de dúvidas.

Acima de Qualquer Suspeita trata da história de Rusty Sabich ,narrada em primeira pessoa. Trata-se de um promotor de justiça que é responsável por investigar a morte de uma colega sua de promotoria, com quem já teve um caso extraconjugal e escondeu de todos. Quando descoberto, Rusty tem sua reputação questionada e em meio a tramoias é acusado pelo assassinato, ocorrendo um emocionante julgamento.

Esse livro tem várias nuances muito interessantes. A primeira delas é só sabermos no final se Rusty realmente a matou o não. Além disso, rompe completamente com o maniqueísmo, que é um fruto tentador nos tribunais. Estamos lidando com seres humanos, profissionais do direito, que podem pensar diferente e ter suas escorregadas na ética.

Todos os personagens são riquíssimos e fogem dos estereótipos, por mais que caiamos na armadilha de pensar no começo de que será um cliché. Não é.

A arte da capa é ainda mais interessante do que parece, porque revela a sensação de Rusty ao ter apontado para ele o dedo acusatório, quando passou a vida apontando aos outros.

Posso correr o risco de ser um herege, mas a narrativa do Scott Turow é mais rica, ele é mais articulado nas descrições das pessoas. Além disso, o livro tem um forte aspecto sexual, tratado de forma explícita, sem eufemismos, mas sem ser obsceno também.

Os livros do Scott Turow são anteriores aos do Grisham, sendo um tipo de precursor nesse modelo de suspenses de tribunal que são moda hoje em dia. Também vende muito no mundo todo. Acima de qualquer suspeita foi escrito em 1989.

Claro que esse livro foi o gatilho dos meus impulsos doentios e eu já comprei a obra do Scott Turow quase completa, tendo tempo sabe deus quando para ler tudo.

Vamos ao filme:

 

acimadeqqrsuspeita-filmeFilme: Acima de Qualquer Suspeita ( Presumed Innocent )
Nota: 9
Elenco: Harrison Ford, Raul Julia, Bradley Whitford são os atores que eu conheço.
Direção: Alan J. Pakula (já falecido, mas dirigiu O Dossiê Pelicano, outra impecável do John Grisham)
Ano: 1990

 

 

 

 

A primeira coisa é não confundir com um filme homônimo que tem o Michael Douglas, que não chega a ser horrível, mas não é bom. Já vi esse filme, em 2009, mas por algum motivo não escrevi sobre ele aqui. A culpa é da tradução, porque o filme recente originalmente se chama Beyond a Reasonable Doubt, aquele brocardo famoso dos tribunais americanos.

Presumed Innocent é um ótimo filme. Não sou fã do Harrison Ford, mas ele acabou dando um bom tom na interpretação de Rusty.

Conforme eu ia lendo o livro ficava imaginando quem eram os atores que tinham interpretado no filme. Conheço muito poucos, mas a mais agradável surpresa foi saber que o enigmático e interessante advogado Sandy foi feito pelo saudoso Raul Julia, impecável como sempre.

Cabe ressaltar o que já se sabe. Há mudanças leves no roteiro, mas como adaptação não tem como fugir disso, sobretudo no desfecho. Claro que nós ficamos frustrados, sobretudo com a pressa que algumas coisas acabam acontecendo. Mas é natural, já que eu seria o primeiro a reclamar de um filme de 5 horas.

Ler um livro e assistir a um filme sobre um crime intrigante, sobre as tramoias do Ministério Público e sobre o indivíduo além do advogado é uma oportunidade única.

Para mim já virou clássico. Recomendo muito.

FDL

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Season Finale: Veep – 1ª Temporada

veep-poster-ddb40Não sou grande fã da HBO, nunca escondi isso. Por mais que seja louvável procurar por qualidade, ainda estamos procurando por entretenimento. A linha acaba sendo tênue. Há clássicos de comédias como The Comeback e Entourage e de dramas como In Treatment, mas há muita chatice, como True Blood, Hung e Bored to Death.

Quando vi que a Julia Louis-Dreyfus faria uma comédia na HBO e ainda ligada a política pensei que por um lado seria bom, afinal, mais Globos de Ouro e Emmys, para ela. Por outro lado, provavelmente seria o ponto final e eu não a assistiria mais.

Mesmo assim, a Old Christine merecia uma chance.

No final, Veep foi uma agradável surpresa. Não que seja a minha série preferida, porque não é, mas tem um ar diferente e um humor que faz o meu gosto, sendo crítico e ao mesmo tempo engraçado.

Não é série de gargalhadas, mas da sutil arte de sorrir das ironias com o canto da boca. Não é para qualquer público e, por isso, só na HBO mesmo para ter espaço.

Na série ela interpreta a vice-presidente Selina, que claramente não é preparada pelo cargo e luta para deixar sua marca como política, enquanto reza para que o presidente, que anda nas últimas, morra de uma vez.

É um retrato bem cruel com o cargo que ela ocupa, considerado completamente inútil, a ponto de passar o dia inteiro conspirando ou tentando manipular sua imagem.

Essa manipulação de imagem que é o ponto forte da série. Enquanto Selina tenta desesperadamente, com a ajuda de seus assistentes mais atrapalhados ainda, criar uma imagem favorável de si mesma, mais as merdas acontecem e ela acaba ficando pior do que antes.

Não duvido que Julia receba uma nova indicação, porque está excelente no papel.

A série foi renovada, como é comum a HBO fazer. A temporada é curta, para não enjoarmos da enrolação, como a HBO também costuma fazer.

No ano que vem continuarei acompanhando, porque a série conseguiu me ganhar, mas ainda não sou um grande fã.

Recomendo.

FDL

domingo, 24 de junho de 2012

Poirot

poirotDescobri hoje que nunca tinha feito um post sobre Poirot. Todas as vezes que terminei uma temporada estava sem escrever. Então faremos um post mais completo agora.

Hercule Poirot é o detetive principal da escritora Agatha Christie e esteve em dezenas de livros dela. Trata-se de um atarracado belga com bigode virado para cima e que resolve crimes com o uso da psicologia, ou as celulazinhas cinzentas, como ele diz.

Já li vários livros com ele e ainda não estou pronto para ler Cai o Pano, o derradeiro, quando ele morre.

Mas o post é sobre a série que a ITV faz.

Está no ar desde 1989 e tem o ambicioso plano de exibir episódios que são filmes para a tv de todos as histórias do detetive.

O ator que o interpreta é David Suchet e é impressionante o trabalho que faz. Tanto no figurino, como maquiagem, como jeito de falar e expressão corporal. Não distante disso fica a atuação, que passa muita verdade sobre a natureza humana.

As temporadas são irregulares e eu comecei a assistir mais ou menos em 2006. Há temporadas que duraram 2 anos, outras com apenas 2 episódios e outras com mais. Deste modo, em 2010 foi exibida a 12ª temporada.

Agora nas últimas semanas eu vi uns 10 episódios que faltavam, correspondentes a umas 4 temporadas. São difíceis de encontrar, porque não são muito populares.

Vi também que a emissora já anunciou a última temporada para 2013, com os 5 livros ainda não adaptados, incluindo Cai o Pano.

Agora só nos resta aguardar com uma pontinha de saudade desde já.

FDL

sábado, 23 de junho de 2012

A Firma

The-FirmDessa vez temos post de combo completo: livro, filme e série.

O papo começou no upfront de séries do ano passado. A emissora americana NBC anunciou a série The Firm, baseada no famoso livro do John Grisham. O filme é de 1993, dirigido pelo Sidney Pollack – já tinha visto há uns 8 anos.

A oportunidade deu ensejo a ler o livro, rever o filme e acompanhar a nova série.

Nem tudo são flores e vamos por partes.

John Grisham – A Firma

firma-livroMuito embora seja um dos livros mais famosos do autor, eu nunca tinha lido por um motivo – a história não é das minhas preferidas, porque acho meio sem graça esse papo de máfia. Daí se explica o meu contrassenso com a opinião comum, que adora esse tipo de história.

O livro trata de Mitch Mcdeere, um advogado recém-formado entre os melhores da sua turma em Harvard, com muitas ofertas de emprego. No entanto, acaba recebendo uma proposta boa demais para ser verdade, em um escritório tributário não muito famoso, mas muito rico.

Conforme o enredo se desenvolve, Mitch vai ficando rico, mas à proporção de perder sua vida para a firma, que é envolvida em negócios escusos com a máfia. Além disso, é um caminho sem volta – todos que tentaram sair morreram.

A narrativa conta, assim, como o jovem advogado enfrenta esse mundo.

O livro é longo e em alguns pontos enrolado. Definitivamente não é o melhor, mas ainda é um Grisham e, por isso, você lê em poucos dias. O fato é que fica complicado comparar com outros clássicos do autor.

 

firma-filmeFilme: A Firma (The Firm)
Nota: 9
Elenco: Tom Cruise, Jeanne Tripplehorn, Gene Hackman, Ed Harris e Holly Hunter
Ano: 1991
Direção: Sydney Pollack

 

 

 

 

 

Deixou o Copolla no chinelo. Disso isso porque não fiquei tão impressionado com a adaptação cinematográfica de O Homem que Fazia Chover.

O diretor foi relativamente fiel ao livro, fazendo mudanças que entendo terem sido necessárias, sobretudo no final.

O Tom Cruise continua um apático atuando, mas até que coube bem para o papel do Mitch, que não era um senhor da personalidade forte.

A Holly Hunter que me surpreendeu. Muito bem no papel da atrapalhada Tammy. Gene Hackman dispensa comentários.

Segue os passos do livro – não é impressionante, mas é um Pollack, ainda um Grisham também. Recomendado e obrigatório.

Series Finale: The Firm – 1ª Temporada

firma-serie

Aí o negócio complicou.

Nem preciso dizer que na série da NBC o elenco era outro. A história era uma continuação, passados vários anos do final do livro + filme.

Na série Mitch volta à advocacia, com a ajuda da esposa, de seu irmão e de Tammy. Mas se enrola novamente com a máfia, pois ela tem herdeiros. Além disso, se envolve com um escritório estranho.

O piloto tem 2 horas e se arrasta. Há uma história contada do final para o começo, com um caso que indica o fato de que trataremos de histórias da semana.

Só se salvou nesse piloto a Juliette Lewis, que é muito boa atriz. O Josh Lucas conseguiu ser mais sem sal do que o Tom Cruise.

Não deu para acompanhar a série. Com esse piloto que eu detestei, soube que a audiência foi baixíssima e mesmo com temporada completa, a série foi cancelada. Não valia a pena insistir.

Muitas séries tentam aproveitar filmes de sucesso, mas a proposta é outra e fica complicado sustentar semana a semana a genialidade. The Firm foi mais um exemplo desse tipo de fracasso, que não é inédito.

Quem sabe um dia teremos uma boa série inspirada em obra do Grisham? Boas histórias é o que não falta.

Ao menos serviu se ensejo para ler o livro e rever o filme.

Mas a série certamente eu não recomendo.

FDL

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Alcatraz e The Finder

Alcatraz-Poster-02

Alcatraz acabou sendo uma típica série do JJ e eu, burro, insisti em dar uma chance. Agora escrevo com categoria: nunca mais.

As ideias são boas, mas não passam disso. A gente fica com a expectativa assistindo uma série que parece ter sido planejada para ficar no ar por 10 anos. Nada acontece. Sem contar que o suspense é igual em Lost, no esquema do dragão de três cabeças do Hércules: você corta uma e aparecem mais três.

Logo nos primeiros episódios a gente saca que Alcatraz vai se perder nas cabeças, os mistérios.

O elenco não estava com um bom entrosamento, exceto pelo Hurley, que sempre vai fazer bem o papel de coadjuvante gente boa – muito embora isso não deva ser diferente da personalidade do próprio ator.

Talvez o tema envolvendo prisão tenha me feito assistir, mas já foi com um pé atrás, ainda mais com a história de viagem no tempo, coisa que eu detesto.

Acabei assistindo a 8 episódios e não quis ver o final, nem li spoilers. A série foi cancelada, chamada carinhosamente pelo público de Alcalost, sem ter final ou explicações satisfatórias. Perder tempo para ver o resto da temporada seria inútil.

Nem só de boas sinopses ou promos interessantes a gente vive... Fica a lição.

the_finder

Já The Finder foi uma decepção maior, porque eu esperava daí uma série boa, ou, pelo menos, uma boa opção de diversão.

A série surgiu como spin off de Bones. O carinha participou de um episódio da ossilda e a sua história foi testada. O público recebeu bem e a série saiu do papel.

O primeiro aspecto negativo foi que a série exibida acabou sendo muito diferente daquele piloto exibido em Bones. Que seria mais um procedural todos já sabiam, mas que teria uma história de fundo tão fraca e desinteressante eu confesso que não fazia ideia.

Acabei vendo uns 4 episódios. Não fiquei sozinho nessa, porque o público americano acabou não ligando para a série, que teve audiência mediana e foi cancelada. Mais um despropósito continuar a ver, já que eu não me apeguei e não houve nenhuma perspectiva de melhora nessa série.

Sendo bem sincero acabou me dando raiva em um episódio que o carinha descobria um tiro dado há vários anos em um outdoor num local completamente modificado. Exagerou, não?

Foi legal ter uma participação especial do Sweets, de Bones, mas no final o tiro saiu pela culatra porque assim nós percebemos como o elenco de apoio de The Finder era fraco quando perto dele.

Spin offs não andam em alta. Na temporada passada a série sem graça mais do mesmo foi o spin off de Criminal Minds. Agora essa.

Acontece, tentaram e não colou.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Season Finale: American Idol–11ª Temporada

americanidol-season11

Deixo para comentar a última finale da temporada 2011/2012 que eu assisti. Há outras atrasadas ainda, mas não sei se vou ver. O ciclo acaba aqui.

American Idol está muito longe do que já foi. Desde o ano passado eu fico pensando se paro ou não, mas alguma coisa ainda me mantem assistindo.

Claro que se trata do Steven Tyler, cujo carisma deve ser o único responsável por não mandar o programa pro buraco, já que até perder na audiência já aconteceu nesse ano.

Os talentos vão de mal a pior. Não que o campeão, Philip Philips, seja ruim, porque ele é talentoso, mas não tem nada de novo, que chame a atenção. Aliás, tem estilo parecido com vencedores anteriores, tipo Lee Dewise e Kris Allen.

Ainda destaco outros participantes que gostei nesse ano: Elise Testone – aquela que tinha cara de cu e voz rouca, muito boa; Erika - a gordinha simpática que parece com a lésbica de Rules of Engagement, que foi muito injustamente eliminada no começo da competição. O Heejun era engraçado, mas não cantava nada e a Skylar era simpática e talentosa, mas não suporto as músicas que ela cantava, porque pareciam ser sempre a mesma.

Houve muitos entojados nessa temporada, começando pelo Edson Cordeiro teen americano, Deandre (até o nome irrita), com a Jennifer Lopez pulando da cadeira pra ele, igual fez no ano passado com aquele Stefano. Não pouco irritante foi o evangélico da temporada, berrando e se achando o melhor cantor do mundo, só porque é da igreja.

E o Jimmy Iovine? Só falava mal dos participantes naquele texto ensaiado, se contradizendo semana a semana, além de estar com aquela cara de Cazuza na capa da Veja.

Até as músicas mostram um programa preguiçoso num formato consagrado, mas sem inspiração. O repertório inteiro da Whitney Houston foi explorado, com as sagradas passagens por Queen, Michael Jackson e agora também com Lady Gaga e Adele.

Diante disso tudo, acabei enrolando pra ver a final, porque é sempre a mesma coisa, com Aerosmith cantando Walk This Way pela milionésima vez. Sinceramente não sei se continuo a ver no ano que vem, porque já está mais que comprovado que no quesito reality show musical o X Factor já desbancou o American Idol há muito tempo.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Desaparecidos

desaparecidosFilme: Desaparecidos
Nota: 5
Elenco: novatos apenas
Ano: 2011
Direção: David Schurmann

 

 

 

 

 

Prontos? Esse é tenso.

Trata-se de um filme de terror brasileiro que conta a história de um grupo de playboys paulistas que vão à Ilha Bela em uma festa, mas se perdem na mata fechada e acabam sendo devorados por algum ser misterioso.

Houve alguma divulgação na internet dizendo que era o primeiro filme de terror brasileiro. Isso é uma grande mentira, já que o Zé do Caixão deixou sua história. O que é inédito é o fato de que é a primeira imitação brasileira nesse estilo, acho que já fechamos o ciclo e somos completamente paga-paus.

O estilo do filme é em câmeras amadoras, penduradas no pescoço de cada um dos personagens, que supostamente as usariam nas festas - que dá um aspecto do Bruxa de Blair ou alguma outra coisa parecida.

Eu assisti por curiosidade e diante de todas as minhas expectativas, superou o que eu achava. Não que seja bom, porque está longe disso diante da falta de originalidade e preparo, mas quem sabe abre espaço para uma nova faceta do nosso cinema, que é tão específico no que faz?

O elenco me surpreendeu. São bons atores, porque são jovens que falam a nossa linguagem, não aquele papo de “Malhação” com “colé que é a tua, garoto” e “clima de azaração tirando onda”. Na verdade, eles falam palavrões e me passaram um retrato próximo do comportamento dos jovens paulistas.

Só é de lamentar o investimento em uma imitação, porque falta inspiração. Mas confesso que pode ser um passo para o cinema nacional começar a produzir filmes com outros estilos.

Não recomendo, mas também não condeno.

FDL