segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

The Sinner – 1ª Temporada

Já tinha recebido indicações dessa série, mas nunca fui em frente. Agora me pareceu o momento ideal, sei lá por quê, já que tenho outras atrasadas.

Foi uma agradável surpresa. É um suspense do melhor tipo, tanto com a curiosidade por mistérios quanto com as características psicológicas dos personagens.

“A investigação acerca de um crime precisa acabar quando se sabe qual foi o crime e quem foi o criminoso? Quando uma jovem mãe de família comete um crime nefasto em público e se vê incapaz de explicar o motivo que a levou áquele estado de fúria súbito, um investigador se torna cada vez mais obcecado em entender as profundezas da psique da mulher, desenterrando os momentos de violência que ela tenta manter no passado, longe dos olhos do mundo.”

O melhor de tudo é que não teremos aquele problema das séries que vão se cagando conforme vão sendo renovadas. A construção é antológica e cada temporada funciona como uma minissérie.

É excelente o trabalho da Jessica Biel e do Bill Pullman. O desfecho foi diferente e traz uma boa reflexão sobre a profundidade do ser humano, sem maniqueísmos, sobretudo em tempos polarizados que vivemos.

Recomendo e espero em breve ver a segunda temporada.

FDL

sábado, 23 de fevereiro de 2019

À Sombra de Uma Mentira – Alex Marwood

“— Não, Bel. Por favor.

— A propósito, querido, já te contei da época em que matei uma criancinha?

— Cale a boca!

— Você acha que... você acha que, só porque fez algo por si mesma, tudo isso irá sumir? Acha que, só porque tem um marido e filhos e vai a festas de Natal e bebe vinho e ninguém sabe de nada a seu respeito, significa que isso nunca aconteceu? Você não pode apagar a história, Jade!

— Não — protesta ela, com a carga emocional pesada vindo à tona. — Não, nunca... mas, Bel! Não sou ela! Não sou mais aquela garota! Eu não sou, e nem você!

— Bobagem! Você será ela para o resto de sua vida! Essa merda imunda que matou uma criança está certamente aí dentro de você. É melhor se acostumar com isso!

Kirsty fica na porta e inspira profundamente, trêmula.”

Alex Marwood

Sinopse: Poucas horas depois de se conhecerem, Jade e Bel, ambas com 11 anos, veem-se envolvidas na morte de uma garotinha e tachadas de assassinas. As duas meninas são enviadas a diferentes reformatórios, onde recebem novas identidades e são instruídas a nunca mais entrar em contato uma com a outra. Agora elas são Kirsty, uma respeitável jornalista freelancer de Londres, e Amber, gerente de um parque de diversões no sul da Inglaterra. Quando Amber encontra um corpo em uma das atrações do parque, a mídia fica em polvorosa, e Kirsty, enviada para cobrir os assassinatos, acaba cruzando o caminho de sua velha conhecida. Não demora muito para as duas se darem conta de quanto sabem uma sobre a outra. Com medo de que seu passado seja descoberto e exposto pelo frenesi da imprensa, Kirsty e Amber lutam para manter o segredo a salvo.

Olha, não foi dos piores suspenses que eu li ultimamente, mas é fraquinho e o final é previsível. O problema desse livro é que ele segue uma fórmula e quando já lemos vários, conseguimos identificar.

Por exemplo, há uma alternância de linhas temporais nos capítulos, além de alternância de narradores. Tudo bem que não é em primeira pessoa, mas cada divisão é de uma personagem e são tantos discursos indiretos livres que é praticamente como se fosse.

Além disso, como tem dado certo, explora-se a infância das personagens, como forma de estabelecer motivos e construções das personalidades.

Mais uma vez, não é ruim, mas confesso que vou esquecer desse livro em breve.

Tem coisa melhor pra ler por aí, com certeza.

FDL

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Nasce uma Estrela

Filme: Nasce uma Estrela (A Star is Born)
Nota: 8,5
Elenco: Lady Gaga, Bradley Cooper
Ano: 2018
Direção: Bradley Cooper

Chegando a temporada de prêmios, confesso que poucos me chamaram a atenção, mas um musical é onipresente nessa temporada e dessa vez temos esse.

Vi que é um remake do remake e uma aventura do Bradley Cooper como diretor, além de outra da Lady Gaga como atriz.

No final essa mistureba fabricada deu certo. O filme é muito bonito e é difícil não entrar no clima com as apresentações cheias de emoção que a Lady Gaga traz.

É bem um filme com cara de Oscar e não duvido que ganhe alguns prêmios.

Recomendo e gostei muito da música principal também, Shallow Now.

FDL

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Dumplin’

Filme: Dumplin’
Nota: 8
Elenco: Jennifer Aniston, Danielle Macdonald
Ano: 2018
Direção: Anne Fletcher

Seguimos assistindo a tudo que o pessoal de Friends fez.

Essa história me parecia com cara de sessão da tarde, mas com a pegada de empoderamento moderno e a exploração dos excluídos já não tão moderna.

Willowdean Dickson (Danielle Macdonald), é uma jovem acima do peso e bastante confiante com o próprio corpo, apesar de não ter o respeito de sua mãe, uma ex-miss (Jennifer Aniston). Quando se apaixona pelo atleta Bo (Luke Benward) e começa a ter inseguranças. Will decide entrar num concurso de beleza como forma de protesto.

Estava certo com relação às minhas impressões. Mas no final, esse é um filme muito sensível e bem feito a respeito da relação da mulher com o próprio corpo e ainda mais a participação que a mãe tem na construção da autoimagem da filha.

Além disso, vemos aqui uma história que mostra os excluídos se unindo para conquistarem seu espaço e isso não significa roubar o de ninguém.

Não é o tipo de filme que eu veria, mas fiquei feliz de ver, porque traz uma boa mensagem e a Jennifer Aniston tem melhorado muito como atriz.

Recomendo.

FDL

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Room 104 – 2ª Temporada

A primeira temporada de Room 104 foi exibida em 2017 e mesmo com o anúncio de continuação, o tempo foi passando e nem lembrei mais da existência dessa série.

O que seria de bizarro que essa série da HBO ainda não tinha mostrado?

Muito!

O primeiro episódio já foi muito bom, com uma festinha de aniversário de uma mulher jovem que acaba de forma bastante sangrenta.

Também destaco o episódio nojento em que dois caras cortam as respectivas genitálias para fritarem e comerem.

Um episódio muito bom cria expectativas confusas, como essa série faz muito bem. É o caso do homem que procura seu professor da escola, quando já bem idoso, sugerindo um episódio de pedofilia durante todo o tempo, mas avançando de forma surpreendente.

O episódio Woman in The Wall é uma versão bem viajada de um demônio puxando uma mulher pelas paredes do hotel.

O último episódio também é bem interessante, sobre uma mulher conversando com a versão dela mesma do passado na tentativa de compreender uma situação de violência sexual ocorrida em uma festa universitária.

Enfim, essa série tem episódios muito bons e eu gosto desse estilo antológico, porque deles podemos esperar qualquer coisa.

Não é minha série preferida no mundo, acho que não é a de ninguém, mas ela cumpre seu papel e como a HBO gosta, é bem incômoda e forte, mas não repete mais do mesmo.

Recomendo.

FDL

domingo, 27 de janeiro de 2019

Uma Mentira Perfeita – Lisa Scottoline

“Chris Brennan acaba de se mudar para Central Valley, na Pensilvânia. Ele veio atrás de um emprego como professor substituto e treinador de beisebol na escola de ensino médio local, com um currículo impecável e boas maneiras que só um bom homem poderia ter. Mas tudo sobre ele é uma mentira. Seu nome é um pseudônimo, seu currículo é falso. E ele veio para a cidade com um plano, que a princípio é perfeito – e para cumpri-lo, precisa ficar de olho no time de beisebol. Encontrar o que precisa para cumprir seus planos não deve ser tarefa difícil, e Chris foca sua busca em três meninos cujas vidas (e as de suas mães) giram em torno do time: Raz Sematov, o arremessador, um menino geralmente alegre e bem-humorado que acabou de perder o pai; Evan Kostis, que é rico, mimado e problemático além de ser a sensação do time, e Jordan Larking, o novato, um garoto tímido e reservado.”

Lisa Scottoline

Esse ano está um pouco complicado para os thrillers. Comecei no finalzinho a ler esse suspense e ele não estava me convencendo. Achei muito estranho uma história tão rasa possuir tantas páginas!

Eis a sinopse:

“Chris Brennan acaba de se mudar para Central Valley, na Pensilvânia. Ele veio atrás de um emprego como professor substituto e treinador de beisebol na escola de ensino médio local, com um currículo impecável e boas maneiras que só um bom homem poderia ter. Mas tudo sobre ele é uma mentira. Seu nome é um pseudônimo, seu currículo é falso. E ele veio para a cidade com um plano, que a princípio é perfeito – e para cumpri-lo, precisa ficar de olho no time de beisebol. Encontrar o que precisa para cumprir seus planos não deve ser tarefa difícil, e Chris foca sua busca em três meninos cujas vidas (e as de suas mães) giram em torno do time: Raz Sematov, o arremessador, um menino geralmente alegre e bem-humorado que acabou de perder o pai; Evan Kostis, que é rico, mimado e problemático além de ser a sensação do time, e Jordan Larking, o novato, um garoto tímido e reservado.”

O problema maior é a falta de ritmo. São criados vários personagens para desviar o assunto e no final, o desfecho depende de pessoas que não conhecemos direito.

Me pareceu um roteiro de um filme ruim, que se escalado por um ator do momento pode fazer sucesso. Fiquei bem decepcionado.

E o pior é que eu não aprendo. Acabei comprando confiando na sinopse, que é bem enganosa, por sinal. Digo isso porque vi os comentários dos leitores dizendo que esse livro é bem meia boca.

Perdi tempo? Não. Acho que nunca perdemos tempo quando estamos lendo. Mas sinto que o aproveitamento deveria ter sido melhor.

FDL

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Friends From College – 2ª Temporada

A primeira temporada de Friends From College ficou em sétimo lugar no meu top 10 de séries de 2017. Essa era a falta de comédias boas no mundo.

A segunda temporada começou há pouco tempo e acabei vendo tudo de uma vez mesmo.

Continuou bem engraçada e com várias passagens de vergonha alheia. O elenco demonstrou novamente uma boa química e em muitos momentos eu ri demais!

A história também andou, coisa que as comédias sofrem em fazer porque quando as piadas estão dando certo, mudanças no rumo da história podem fazer a fonte secar. Aqui os criadores foram seguros e foram andando, porque senão a gente cansa.

A temporada inteira foca na reaproximação do casal principal e nos preparativos para uma festa de casamento. Aliás, essa festa é de passar mal de rir.

Pena que a série não volta mais. Não gerou muito comentário e isso é fatal para uma série da Netflix.

Vai fazer falta, porque comédia é algo raro hoje em dia.

FDL

sábado, 12 de janeiro de 2019

A Hora da Estrela – Clarice Lispector

Ele falava coisas grandes mas ela prestava atenção nas coisas insignificantes como ela própria. Assim registrou um portão enferrujado, retorcido, rangente e descascado que abria o caminho para uma série de casinhas iguais na vila. Vira isso do ônibus. A vila além do número 106 tinha uma plaqueta onde estava escrito o nome das casas. Chamava-se “Nascer do Sol”. Bonito o nome que também augurava coisas boas.

Clarice Lispector

Esse livro é muito importante para mim. Era obrigatório no vestibular da USP quando eu me preparava para a prova e cheguei a responder questões muito complexas sobre ele quando caiu em uma oportunidade.

O fato é que enquanto estudava esse livro eu sinto que foi meu auge na vida em compreensão literária. Eu tinha uma excelente professora, que infelizmente não está mais entre nós, que trazia tantas reflexões e tantas explicações sobre esse texto, que em vários momentos eu me desligava da realidade.

Muito da minha formação intelectual vem desse livro, da forma como essa escritora expunha seus pensamentos e sobretudo seus sentimentos.

Eis que para minha surpresa, recentemente a editora Rocco relançou a obra, em edição de aniversário, com acabamento fantástico em capa dura, jacket transparente e vários manuscritos originais que Clarice deixou.

Além disso, essa edição traz vários textos de apoio para expandir ainda mais a experiência do que é a Hora da Estrela.

Como essa releitura foi importante. Em vários momentos ficamos perturbados com lembranças de um passado que nem parecia tão distante assim. Também encontramos novas percepções depois de lermos a história com nova bagagem adquirida ao longo dos anos.

Agora, acima de tudo, reler esse livro fez com que eu me reconectasse com partes boas minha de antigamente, que eu julgava estarem presentes, mas não estavam mais não.

Releia um livro importante para você, esse é meu conselho.

Nem tem o que dizer sobre a obra, tudo e muito mais foi dito. Continua sendo um dos meus livros preferidos de toda a vida.

FDL

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Elis: Viver é Melhor Que Sonhar

Esse foi um especial que a Globo exibiu esses dias, que é uma versão transformada em minissérie de um filme que tinha sido produzido no ano passado.

É a biografia da Elis Regina, até hoje considerada uma das maiores cantoras que já tivemos no nosso país.

Além disso, a história dela é contada junto com um panorama cultural e político pelo qual o Brasil passou no período do auge dela.

Não preciso elogiar muito o trabalho da Andréa Horta, porque por aqui já fiz isso várias vezes, principalmente no período que ela começou, com o seriado Alice da HBO.

A história de vida da Elis é emocionante e a série ainda foi colocando as músicas dela, intensas e cheias de emoção, para embalar a narração.

Certamente está entre as melhores biografias produzidas no Brasil nos últimos anos.

Recomendo

FDL

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Um Pequeno Favor

Filme: Um Pequeno Favor (A Simple Favor)
Nota: 4
Elenco: Anna Kendrick, Blake Lively
Ano: 2018
Direção: Paul Feig

Olha só que logo no começo do ano temos um campeão! Esse concorre bem forte ao prêmio de pior filme de 2019.

Comecemos pela interpretação. Blake Lively não é uma grande atriz e todo sabemos disso, mas ela conseguiu se superar na falta de expressão nesse filme. Anna Kendrick mais uma vez fez uma mulher com cara se songa. Acho que essa é a única que ela tem.

Eu lembro que comentei no post do livro, no final do ano passado, que acabei passando ele na frente porque eu vi o trailer e acabei me interessando. Pois é, trailer que me enganou novamente. Não aprendo.

Pelo trailer eu achei que o filme teria um ar irônico para superar o marasmo que o livro trazia e também para esconder o fato de que o suspense não é bom, que a solução não é criativa.

Só que o humor que colocaram piorou tudo. Nada faz sentido. E para ter um final mais cinematográfico eles modificaram o desfecho da história, que ficou ainda mais ridículo.

Uma pena ter perdido meu tempo com esse combo livro+filme, mas paciência. Melhor superar e seguir em frente.

FDL