sábado, 15 de outubro de 2016

Os Caça-Noivas

mike and dave]Filme: Os Caça-Noivas (Mike and Dave Need Wedding Dates)
Nota: 8
Elenco: Zac Efron, Adam Devine, Anna Kendrick, Aubrey Plaza.
Ano: 2016
Direção: Jake Szymanski

 

 

 

Vi o trailer e achei que valeria a pena para uma sessão preguiçosa de filmes com os amigos. Valeu a pena.

É bizarro e absurdo, mas bem engraçado. Gosto desses filmes que não têm vergonha nenhuma de serem ridículos.

Ponto para os atores também, que não se levaram a sério e contaram uma história que tinha o único propósito de fazer rir.

Claro que tem aqueles clichês de final de filme, do tipo “sou desse jeito porque na verdade tenho medo do mundo” e etc... Não podemos ser exigentes, né?

Quero elogiar mais uma vez a Aubrey Plaza, que é uma ótima atriz para a comédia, com um excelente tempo.

Recomendo para quem não espera nada intelectual e apenas quer rir de umas piadas absurdas.

FDL

domingo, 25 de setembro de 2016

Series Finale: Parks and Recreation – 7ª Temporada

parks-and-rec-season-7-posterEssa série terminou no ano passado, mas deixei salva aqui para ver quando tivesse um tempo sobrando.

Foram 13 episódios em uma temporada maluca, que mostrou um avanço no tempo e uma cidade em situação diferente da anterior.

Parks and Recreation nunca foi um fenômeno para mim, mas eu sempre queria ver o que aconteceu, geralmente em maratona quando não tinha nada melhor.

O humor dessa série muitas vezes é inteligente e criativo. A galera fugiu bastante do lugar comum. Isso é motivo até mesmo para ser incompreendida por muita gente.

Amy Poehler continua ótima, com uma personagem extremamente carismática e cativante. Acontece que em muitos momentos Leslie Knope é caricata demais e força um pouco na mão nas esquisitices.

O elenco de coadjuvantes dessa série é muito bom e a série se despediu com estilo, em passagens no futuro e várias homenagens ao que aconteceu nesses 7 anos.

Deixou sua marca e que os atores e criadores venham com boas comédias novamente no futuro.

FDL

domingo, 11 de setembro de 2016

Series Finale: Rizzoli and Isles – 7ª Temporada

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Com uma temporada mais curta, a última série policial a que eu ainda assistia encerrou esses dias. Fechou bonito a história.

Essa série misturou crimes tensos e perseguição policial com investigação com um humor sutil e leve. Verdade que se esgotou e precisava encerrar. Ainda bem que fizeram isso antes de estragar o que a série tinha de bom.

Angie Harmon e Sasha Alexander estiveram muito bem de novo na pele das improváveis amigas que solucionam crimes e lutam contra o impacto deles nas suas já atribuladas vidas pessoais.

O episódio final foi bem emocionante, com direito a despedida de elenco coadjuvante, promoção do irmão mais novo e menção ao personagem Frost, interpretado pelo ator Lee Thompson Young, que morreu em 2013.

A temporada mostrou Jane flertando com o FBI até receber sua proposta de trabalho e Maura Isles sofrendo com uma possível lesão cerebral que a incapacitaria. A grande vilã das últimas temporadas também foi eliminada, a stalker invejosa.

O clima de despedida sempre deixa a gente lamentando que não verá mais a série, mas depois percebemos que bons trabalhos são assim, os que acabam e deixam saudade.

Foram bons 7 anos e espero que os americanos invistam em boas séries. Ultimamente andam com muita preguiça de fazer coisa boa.

FDL

sábado, 10 de setembro de 2016

The Mindy Project – 4ª Temporada

mindy-project-season-4-balloonsComédia é um negócio complicado. Basta um deslize para pegarmos abuso e não querermos mais ver.

Aconteceu isso comigo com Unbreakable Kimmy Schmidt, que ficou péssima. Quase aconteceu com The Mindy Project que terminei de ver há alguns dias com atraso por falta de melhor opção.

Não sei se foi a ida da tv para o streaming, mas as piadas ficaram tão preguiçosas que chega a dar dó. Mindy começou a se rebaixar para ganhar risos e eu acho isso péssimo.

A temporada focou na separação de Mindy e Danny, na chegada de um novo médico na clínica e na vida de mãe solteira dela.

Foram muitos episódios e vários deles de pura enrolação, sem graça nenhuma.

Fico triste porque era uma das minhas comédias preferidas e decaiu muito de qualidade.

Ainda há uma nova temporada por vir, vamos ver se presta. Vou pelo menos dar uma chance.

FDL

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

The Night Of

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A última coisa que ando querendo fazer é começar a ver séries novas. Preciso terminar as velhas e pronto.

Acontece que a HBO veio com essa proposta que não tinha como deixar pra lá. HBO-GO novamente.

A série teve 08 intensos episódios que tratavam da seguinte história:

Nasir Khan, ou “Naz” é um estudante americano de origem paquistanesa. Tem educação rígida e aparentemente é um excelente filho e aluno. Quando recebe um convite para uma festa em Manhattan, Naz toma uma atitude impulsiva e pega o taxi de seu pai escondido.

A história se desdobra com o que acontece nessa noite: Naz conhece uma mulher, tem uma intensa noite de sexo e drogas com ela e sofre um apagão. Só que quando ele desperta, a mulher está morta e ele não sabe o que aconteceu, entrando em pânico e fugindo.

The Night Of tentou cuidar de mais de um assunto ao mesmo tempo, o que faz dela uma das séries mais complexas e tensas que eu vi ultimamente.

A primeira faceta da sociedade americana é como ela vê o imigrante, sobretudo o árabe. Eles são apontados na rua, sofrem violência e são moralmente agredidos diariamente. Não podem revidar, senão terão fama de agressivos.

Isso se reflete na seletividade do sistema criminal, já que a polícia toma esse grupo como alvo. É o que acontece com Naz.

A investigação policial e o cinismo e desprezo por parte de quem trabalha na Justiça são brilhantes nessa série.

Não parando por aí, The Night Of mostrou os efeitos do aprisionamento. Naz aguardou o julgamento preso no estabelecimento prisional conhecido como Rikers. Isso o transforma completamente, já que o ser humano precisa mudar para se adaptar.

Nisso destaco o personagem Freddy, o preso que manda na cadeia. Muito bem construído ele mostra vários lados do criminoso e do prisioneiro, sobretudo o lado humano, com forças, fraquezas, maldades e virtudes, ainda que em desequilíbrio.

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Boa parte da história explora a advocacia. Primeiro com o advogado de porta de cadeia Jack Stone, muito bem interpretado pelo ator John Turturro. Mostra a insegurança de um advogado de casos pequenos que por uma coincidência acaba se deparando com um julgamento famoso. Além disso, ele sofre de uma baixa auto-estima, que se reflete na doença alérgica que ele tem.

Acho que em alguns momentos a série foca demais em Jack Stone e com cenas repetitivas, mas tá valendo. A relação paralela dele com o caso dele com o gato, por quem ele se afeiçoou, mas tinha alergia, foi muito bem feita.

Uma curiosidade é que a série foi produzida pelo falecido ator James Gandolfini, que interpretaria o advogado, mas acabou morrendo antes.

Há também a falsa advogada boazinha e a novata que se entrega demais ao caso e acaba fazendo besteira. Confesso que foi uma parte que não gostei da série.

Em primeiro lugar a advogada high profile de escritório bacanudo foi interpretada de forma meio óbvia. Estava bem claro o que aconteceria depois.

Já a personagem Chandra não fez o mínimo sentido o que aconteceu no final. O comportamento dela simplesmente mudou para ela ser arruinada e haver espaço para o Stone fazer as alegações finais.

Com o fim vimos o fim da crise de consciência do policial e da promotora, cansados e calejados com o cotidiano da profissão. Ele se aposenta e ela calça tênis. Será que a vida real é assim?

Fato é que essa temporada começou muito bem e foi decaindo conforme avançava. Não foi uma decepção, mas também não me marcou muito não.

O final agridoce era o que se esperava, até mesmo pelos efeitos permanentes que a prisão temporária deixa, aliás, alegorizados pelas tatuagens, em lugares cada vez mais expostos conforme a história passava.

De todo jeito fica a recomendação.

FDL

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Masterchef Brasil – 3ª Temporada

masterchef s3 elenco

A temporada atual do Masterchef acabou. E finalmente, porque foi a mais longa até agora. Foram 20 participante e o programa começou em março. Achei que foi coisa demais, mas tudo bem.

Mais uma vez é um excelente reality show, com boas doses de emoções e dramas, do jeito que tem de ser.

Nessa temporada começou a me incomodar o excesso de grosseria dos jurados. Gritos, “cala a boca” e coices primários são desnecessários e ofensivos a quem recebe e a quem assiste.

Essa desculpa de que “a cozinha é assim” não me convence. Cortesia e educação não possuem momento nem lugar.

Os participantes realmente eram muito bons nesse ano. Todos tinham uma cara mais de profissionais.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o clima tenso entre os próprios concorrentes. O vencedor Leonardo foi excluído desde o começo e a postura agressiva de jogo em vários momentos foi evidente.

MasterChef s3

No final, eu torcia para a Raquel, que acabou eliminada na semi-final. Paciência. Pelo menos a Bruna não ganhou e não preciso mais ver as piadinhas sem graça dela e da Paula.

A qualidade do programa decaiu. Acontece isso com todos os realities. Os concorrentes pegam o jeito da competição e acabam perdendo a naturalidade para que gostem deles. Acaba a sinceridade e a naturalidade. Os poucos que são originais acabam se dando bem. É o caso do Fernando, que era atrapalhado e não tão talentoso, mas o pessoal gostava dele.

Até a próxima edição, só de profissionais, que começa logo no final do ano.

FDL

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Social Killers – Amigos Virtuais, Assassinos Reais – RJ Parker, JJ Slate

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“Há quem passe a vida inteira na internet. São pessoas que se entregam de tal forma à vida virtual que já não conseguem distinguir o que é real do que não é. Geralmente carecem de habilidades sociais e gostam de se esconder atrás do anonimato na internet. Algumas se tornam até um perigo para aqueles que não têm o cuidado de resguardar suas informações pessoais. Quando se rompe a linha entre a realidade e a fantasia, ninguém sabe o que pode acontecer.

David Heiss foi criado pela avó e pela tia em uma casa em Dauborn, na região centro-oeste da Alemanha. Seus pais se divorciaram quando ele tinha 6 anos. Ele raramente via a mãe, que trabalhava como enfermeira e morava com a filha em Limburg, a 15 quilômetros de Dauborn. Com o pai tinha ainda menos contato. Ele havia morado na casa da família por cerca de dois anos. David era muito apegado aos avós. Ficou arrasado com a morte do avô e quando a avó adoeceu sua tristeza apenas se intensificou.

...

Em sua página no Facebook, David apontava Fausto, personagem principal da clássica lenda alemã, como seu personagem favorito. Segundo a história, Fausto era um homem extremamente bem-sucedido, porém insatisfeito com a própria vida, motivo que o levou a fazer um pacto com o diabo. David se declarava solteiro e politicamente liberal. Entre suas bandas favoritas estavam Metallica, Queen e Foo Fighters; alguns de seus filmes prediletos eram Pulp Fiction e Star Wars; por fim, interessava-se principalmente por futebol, xadrez, videogames e navegar na internet.

Quando não estava no trabalho, David estava na internet, navegando pelo mundo dos jogos on-line. Passava muitas horas em fóruns conversando com pessoas que tinham os mesmos interesses em jogos, especialmente os de estratégia. No entanto, David tinha um pouco de inveja dessas pessoas, pois, ao contrário dele, muitas tinham condições de cursar uma faculdade”

RJ Parker, JJ Slate

Na data de lançamento esse livro já me chamou a atenção. Sempre gostei de estudar a dinâmica dos crimes violentos e sobretudo as motivações e os meios em que acontecem.

Esse livro aproveita a internet para unir as duas coisas, sobretudo as redes sociais, como Myspace, Facebook, Twitter e o famoso site de classificados americano Craigslist.

Social Killers é um compilado de sintéticos relatos de casos de crimes violentos cometidos por pessoas que passavam boa parte de suas vidas em redes sociais ou percebiam a inocência de quem as usava, para dar o bote.

Há vários casos de pessoas com perturbações psiquiátricas que não aceitavam a realidade e construíam um mundo para si na internet. O problema ocorre quando há o choque desse universo com o real.

Gostei de não haver muita enrolação e apresentarem-se dados apenas. Não há dramatização ou ficção.

O livro é cheio de imagens, páginas decorativas e artes. Isso é evidentemente para disfarçar o fato de que há muito pouco conteúdo. Sem essas coisas seria bem pequeno. Só que eu acho válido, porque a parte visual também é um atrativo para o livro.

Há bastantes indicativos de que haverá uma continuação ou algo do tipo. Se tiver eu compro, porque gostei desse.

Vale a pena pela parte informativa.

FDL

domingo, 31 de julho de 2016

Causa Mortis – Patricia Cornwell

causa mortis patricia cornwell

“Eles se mantinham a uma distância prudente, pois sabiam que eu queria ver o corpo sem interferência ou distração. Não precisávamos nos meter uns nos caminhos dos outros. Lentamente, avancei em direção ao fundo. Concluí que a mangueira enroscara em algum lugar, e por isso estava tão retesada. Não sabia para que lado deveria me mexer, e tentei seguir alguns metros para a esquerda quando senti algo se esfregar em mim. Virei-me e dei de cara com o morto. Seu corpo pulou e balançou quando, involuntariamente, tentei me afastar.  Languidamente, ele balançava os braços estendidos como um sonâmbulo, enquanto eu sentia o medo ir embora conforme passava o susto. Era como se estivesse tentando chamar a minha atenção ou quisesse dançar comigo na escuridão infernal do rio que o engolira. Mantive a flutuação normal, mal movendo as nadadeiras, pois não queria mexer o fundo nem me cortar nos detritos afiados e enferrujados do estaleiro.

"Encontrei-o. Ou, melhor dizendo, ele me encontrou." Apertei o botão para falar. "Estão ouvindo?"

"Muito mal. Estamos uns três metros acima. Esperando."

"Esperem mais alguns minutos e então vamos tirá-lo’”

Patricia Cornwell

Avançando na leitura da obra dessa autora que com certeza é garantia de bons livros, detonei em 2 dias com o 7º livro da história da médica legista Kay Scarpetta.

Os livros anteriores, Desumano e Degradante, Lavoura de Corpos e Cemitério de Indigentes construíram um arco de história que se complementava. Já Causa Mortis traz um assunto novo a ser explorado.

Claro que a relação conflituosa de Kay com a sobrinha Lucy, a relação próxima com o policial Marino e o romance mal resolvido com o agente Wesley continuam presentes e são explorados.

Nessa história Kay é chamada para investigar a morte de um jornalista que foi encontrado em situação suspeita em local utilizado pela Marinha e frequentemente procurado por quem busca relíquias de guerras em navios antigos.

Porém, o clima de tensão e o óbvio fato de que não era bem-vinda no local fazem com que Kay investigue mais o ocorrido, havendo mais mortes e até mesmo uma ação terrorista.

Gostei muito do trabalho de Kay dessa vez mais próximo do da sobrinha Lucy, que é um gênio da informática. Gosto também que esses livros dos anos 90 explorem de forma leve a homossexualidade da garota.

Foi um bom livro, que possui o mesmo defeito dos outros: excesso de linguagem técnica e um final sem muito encerramento. Mas mesmo assim é uma excelente opção de leitura.

Sinto que muito em breve devo ler o próximo. Quem sabe alcanço?

FDL

domingo, 10 de julho de 2016

On The Road – Jack Kerouac

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As garotas desceram também e iniciamos a nossa grande noite empurrando o carro mais uma vez rua abaixo. “Iuuupi! Vamos lá!”, gritou Dean, e nos atiramos no banco de trás e lá fomos nós, tilintando, para o pequeno Harlem da rua Folsom.

Mergulhamos na noite cálida e louca, ouvindo um sax-tenor incrível soprando o trajeto inteiro, fazendo “ii-yah! ii-yah! ii-yah!”, batíamos palmas na batida do jazz e a rapaziada gritava “vai, vai, vai!”. Dean já estava correndo pela rua com seu dedo suspenso no ar, aos gritos: “Toca, homem, toca!”. Um bando de negros em roupa de sábado à noite armou um burburinho na entrada da boate. Era um saloon ordinário e empoeirado com um pequeno tablado no fundo servindo de palco; os rapazes se acotovelavam lá em cima, metidos em seus chapéus, tocando jazz acima das cabeças da platéia, um lugar louco; mulheres muito doidas, desleixadas, circulavam por lá, algumas com roupões de banho, garrafas rolavam chocando-se pelos becos. Nos fundos do bar, num corredor escuro além dos lavatórios destroçados, homens e mulheres em grupos se escoravam nas paredes e bebiam vinho barato, cuspindo sob as estrelas – vinho e uísque. O maravilhoso saxofonista soprava até atingir o êxtase, era um improviso soberbo com riffs em crescendos e minuendos que iam desde um simples “ii-yah!” até um louco “ii-di-lii-yah!” flutuando com furor e acompanhados pelo rolar impetuoso da bateria toda queimada por baganas e que era martelada com fervor por um negro brutal com pescoço de touro que estava pouco se lixando para o mundo exterior, apenas surrando ininterruptamente seus tambores arruinados, bum-bum, ti-cabum, bum-bum. A música rugia e o saxofonista dominava a situação, todos estavam vendo que ele a dominava. Dean agarrava a cabeça no meio da multidão, e era uma multidão muito louca. Todos imploravam, com gritos e olhares desvairados, para que o saxofonista mantivesse o mesmo ritmo, e ele se contorcia, se inclinava até os joelhos e voltava a erguer-se com o sax, em sintonia com o uivo nítido acima do furor da platéia. Uma negra alta e magra sacudia os ossos quase dentro da boca do sax; ele a afastou com seu som. “Ii-hii-hi!”

Jack Kerouac

Sempre tive curiosidade em ler alguma coisa do Jack Kerouac. Em alguns momentos meu lado humanas fala alto.

De duas uma: ou estou velho para compreender esse espírito do livro ou realmente não tem nada demais como alguns dizem.

Acabei cansando na metade e parei. Certamente não vejo motivos para retomar.

Falta história. Isso poderia ser compensado com passagens interessantes, ou diálogos, ou digressões. Nada disso acontece. É um livro de memórias que não me interessou.

Eu entendo algumas pessoas gostarem bastante, mas lamento não ser para mim ou eu não ter a sensibilidade de perceber essa genialidade toda.

Fica para uma outra vida.

FDL

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Veep – 5ª Temporada

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Para mim é a melhor comédia no ar até agora. É de uma inteligência e escrotidão que são impossíveis de precisar. Mas na medida perfeita.

Julia Louis-Dreyfus segue impecável interpretando uma mulher essencialmente má, falsa e egoísta, mas muito carismática e genial. Não consigo ter raiva de Selina Meyer.

A temporada corre no momento de solução do imbróglio de empate nas eleições ocorrida na temporada anterior. Nisso há uma feroz disputa política com o personagem Tom James, interpretado muito bem pelo Hugh Laurie.

Os diálogos são ótimos, tal qual a presença dos coadjuvantes, todos perfeitos. Essa série é um ponto alto do ano.

Quero destacar uma pergunta feita entre os personagens que recebeu a seguinte resposta: “tenho duas bolas enormes, nenhuma delas de cristal”. Veep é isso.

Até o ano que vem e não sei o que esperar na série, com Selina completamente derrotada.

FDL