segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Season Finale: The X Factor Australia – 7ª Temporada

x-facAcabou nessa semana e acompanhei episódio a episódio, claro que acelerando o mambo jambo, porque ninguém é de ferro.

Se as duas últimas temporadas eu achei ruim, essa eu achei apática. Dificilmente alguém ficará marcado na memória, mesmo que eu tenha meus preferidos.

Quanto aos jurados, houve muitas mudanças. Da edição passada só ficou Danni Minogue. Guy Sebastian voltou e mostrou que apesar de ser chatinho e forçado, ele entende de música. Os novatos foram dois: James Blunt e Chris Isaac (que eu achei meio acabado, mas tudo bem).

James Blunt também é prolixo. Sai o Redfoo e entra outro. Só que o novo é muito, mas muito mais chato. O James Blunt é estressadinho, encrenqueiro e extremamente fraco.

O Chris Isaac realmente se dedicou ao programa, mas você nota o descompasso em relação aos outros jurados. Ele é claramente mais antiquado, muito embora tenha tentado não ser.

Quanto aos participantes, o nível foi parecido com o de sempre: alguns bons e outros nem tanto, mas que mesmo assim os jurados aplaudem de pé e dizem que estamos “testemunhando o nascimento de uma estrela” e por aí vai.

Eu gostei mesmo de dois acts: Jess & Matt e Mahalia Simpson.

Jess & Matt são um casal que cantaram músicas mais puxadas no estilo folk. São realmente afinados, harmônicos e sem personalidades irritantes. Falta um pouco de originalidade, porque há não muito tempo tivemos no americano o casal Alex and Sierra, mas tudo bem.

Eles foram para a final e ficaram em terceiro lugar, muito embora eu ache que mereciam ter ganho.

Destaco a versão deles para a música de Lady Antebellum (por onde andam?)

 

Mahalia tb foi bem. Fazia mais o estilo alternative e achei até que foi longe. Eu nem ligava muito para ela, até que cantou uma música da Macy Gray (por onde anda também?) que eu gosto muito:

 

Os dois finalistas principais foram Louise Adams e Cyrus Villanueva. Ele ganhou.

Lousie Adams não era ruim, mas fisicamente uma imitação da Karen Carpenter e só berrava. Já o Cyrus é com aquele estilinho de Justin Timberlake que os australianos cismam em não superar. A final foi fraca demais.X-factor-Aus-top-3-2-750x444

Destaco o participante Jimmy Davis, que fez uma audição excelente, mas nos shows ao vivo não segurou bem e foi eliminado cedo.

 

Para a próxima temporada não sei se volto, mas tudo depende do talento e da qualidade dos jurados. Esse ano foi apagado.

FDL

domingo, 29 de novembro de 2015

Sem Segurança Nenhuma

safety-not-guaranteed-poster-artwork-kristen-bell-jake-johnson-aubrey-plazaFilme: Sem Segurança Nenhuma (Safety Not Guaranteed)
Nota: 8,5
Elenco: Aubrey Plaza, Jake Johnson, Mark Duplass
Ano: 2012
Direção: Colin Trevorrow

 

 

 

 

Esse filme estava aqui parado no hd e nesses dias acabei lembrando e resolvi assistir. Estava no clima de ver algo que parecia prometido por essa história. Acertei em cheio.

Só temos atores de séries de comédia. Aubrey Plaza já foi a excelente April em Parks and Recreation, Jake Johnson é o Nick de New Girl e Mark Duplass é Deslaurier em Mindy Project. Todos são coadjuvantes e se destacam em suas séries.

Sinopse:

“Darius (Aubrey Plaza) é estagiária numa revista de Seattle. Junto com Jeff (Jake Johnson) e Arnau (Karan Soni), ela é designada para investigar o autor de um anúncio no jornal procurando companhia para uma viagem no tempo. Enquanto Jeff persegue um antigo amor e Arnau tenta ganhar novas experiências, Darius se aproxima cada vez mais de Kenneth (Mark Duplass), o tal dono da máquina do tempo.”

A história inteira gira sobre o sentimento de não pertencer. Tanto Darius como o outro estagiário e Kanneth passam por rejeições e não se adaptam ao mundo que enxergam.

Interessante a história do chefe Jeff, que é o oposto, completamente popular e integrado ao mundo, mas que quando percebe a chance de um relacionamento acaba vendo a possibilidade de ter um sentido na vida, muito embora acabe como acabou.

Ficamos mexidos o tempo inteiro com a dúvida de se tratar de um doido que acha poder viajar no tempo ou de um gênio que, movido pelo amor, conseguiu finalmente fugir daquela realidade. O final é bem coerente com o que o filme conta.

Gostei bastante e achei uma boa opção para um sábado de tarde no frio.

Recomendo.

FDL

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A Garota no Trem – Paula Hawkins

garota no trem 1“Um fragmento dessa memória levou ao próximo. É como se eu tivesse passado dias, semanas, meses tropeçando na escuridão e agora finalmente tivesse avistado alguma coisa. Como tatear a parede para encontrar o caminho de um cômodo para o seguinte. Sombras que antes estavam em movimento começam, enfim, a se amalgamar, e depois de um tempo meus olhos se acostumaram com a escuridão, e agora consegui ver.

Não de primeira. A princípio, embora parecesse uma lembrança, achei que fosse um sonho. Fiquei sentada ali, no sofá, quase paralisada de choque, dizendo para mim mesma que não seria a primeira vez que minha memória me traía, não seria a primeira vez que pensava que as coisas tinham acontecido de um jeito quando na verdade tinham acontecido de outro.

Como a vez em que fomos a uma festa de um colega de trabalho de Tom, e fiquei muito bêbada, mas tivemos uma ótima noite. Eu me lembro de ter me despedido de Clara com beijos no rosto. Clara era a mulher do colega de trabalho, uma moça muito agradável, gentil e afetuosa. Eu me lembro dela dizendo que nós deveríamos nos encontrar de novo; lembro dela segurando minha mão.

A lembrança era tão nítida, mas não era verdade. Descobri que não era verdade na manhã seguinte, quando Tom me virou as costas quando tentei falar com ele. Sei que não é verdade porque ele me contou como estava decepcionado e envergonhado por eu ter acusado Clara de ter flertado com ele, que eu tinha ficado histérica e a xingado.

Quando eu fechava os olhos, sentia o calor da mão dela na minha pele, mas isso não tinha acontecido de verdade. O que aconteceu na realidade foi que Tom teve de praticamente me levar embora carregada, enquanto eu chorava e gritava, e a pobre Clara se escondia na cozinha.”

Paula Hawkins

Para quem é fã de Friends, chega a ser estranho ver uma Rachel nessas condições, mas com o tempo a gente se acostuma e quer dar um abraço carinhoso nessa e dizer que vai ficar tudo bem.

Não sei se a autora britânica Paula Hawkins escreveu mais algum livro de ficção, mas certamente a sua vida mudou em 2015 com A Garota no Trem batendo recordes de vendas e críticas positivas no mundo todo.

A verdade é que todo ano algum livro desse estilo acaba sendo lançado e vendendo que nem água. Exemplo disso é o já não tão recente Garota Exemplar.

O livro trata de Rachel, uma mulher solitária, acima do peso, alcoólatra e de muito baixa autoestima, que foi largada pelo marido e luta para encontrar um propósito para viver.

O que Rachel faz todo dia é pegar um trem de manhã que vai para Londres. Esse mesmo trem para pela rua onde morava com seu ex-marido. Lá ela sempre observa um casal muito bonito que parece ser o sinônimo de felicidade e amor – coisa que ela não tem mais.

Sem spoilar muito, um crime acaba acontecendo nesse contexto, envolvendo esse casal, Rachel, seu ex-marido e a nova esposa dele (Anna).

A insegurança de Rachel move o livro, tal qual a sua falta de força para superar seu vício em álcool, o que atrapalha a sua já falha memória. Por isso, ela se envolve num crime sem saber como.

Trata-se de uma narrativa curta e sem muita enrolação. Você lê em pouco tempo. É também um dos melhores suspenses escritos ultimamente.

Não é só um conjunto de mistérios e cenas violentas que são vendidos. Quando o livro chega ao final, observamos uma sutil e ao mesmo tempo precisa história de violência moral e física contra a mulher. A primeira é contada de uma forma primorosa.

Spoilers por aqui.

Como o livro é narrado em boa parte por Rachel, somos levados a crer que seja verdadeira toda essa culpa que ela sente. Toda essa fraqueza e essa incapacidade de manter seu casamento. Será?

As outras narradoras deixam claro o ponto de ser um livro destinado muito mais à violência moral que a mulher sofre em seu casamento do que qualquer outra coisa.

Observamos no final, aos poucos, que Rachel viveu um casamento que não passou de um relacionamento abusivo. No momento de sua fragilidade o marido somente a deixou pior e todo o comportamento dela vem disso.

O final do livro é muito bom e Garota no Trem parece um livrinho bobinho, mas não é.

Já há promessas de um filme no ano que vem. Vejamos como será.

Recomendo muito.

FDL

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Series Finale: The Newsroom – 3ª Temporada

newsrooms3

Eis que finalmente assisti ao final dessa série que marcou, com certeza marcou. Acabei vendo com quase um ano de atraso porque foram 06 episódios derradeiros e achei melhor esperar um dia livre para fazer uma maratona. Pois bem.

Esses 06 episódios valeriam por várias temporadas de séries lixo que enrolam nos seus enredos por medo da reação da audiência. Aliás, esse sempre foi o trunfo de Newsroom: ser ousado nas histórias.

Depois de temporadas que trataram muito da ética jornalística com relação ao público e as notícias dadas, Aaron Sorkin dessa vez se voltou aos próprios bastidores do jornalismo.

A terceira temporada focou num conflito ético de vazamento de dados oficiais com o personagem Neal. Além disso, tratou da venda do canal de notícias e todas as implicações que isso causaria no modo de fazer jornalismo. É aquilo que eu sempre digo: muito cuidado, são empresas também, com interesses financeiros também.

A trama do Neal foi superior. O episódio em que ele esculhamba os “novos nerds” dizendo que tem vergonha deles me deu vontade de abraçar a televisão. Isso tudo porque ele é um personagem com quem eu me identifico. Ele trata a internet com muito respeito, dada a ferramenta poderosa que se mostrou ser.

Já o contexto da venda do jornal movimentou os personagens principais da série e o final foi bem dramático, com direito a mortes, gravidez, casamento e tudo que se tem direito.

O último episódio é um verdadeiro primor. Caíram alguns ciscos nos meus olhos, não vou mentir. A cena em que todo o elenco se junta e toca uma música junto é muito bonita e coroou uma série que não foi perfeita, mas ousou e não teve medo de errar, fazendo com que os enganos fossem escusáveis e os êxitos grandiosos.

Fica na memória com certeza.

Ponto para o Aaron Sorkin, que para subir mais no meu conceito só precisaria superar a birra que tem com advogados e entender que texto de qualidade não precisa ser disparado como metralhadora, é um recurso preguiçoso e pouco original.

FDL

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Season Finale: House of Cards – Temporadas 1, 2 e 3

Frank_Underwood_-_House_of_Cards

Essa série sempre me foi recomendada. Por ser com o Kevin Spacey, eu deveria ter assistido no dia da estreia sem pestanejar.

O problema é que séries e filmes com conteúdo político tinham me deixado ligeiramente descrente. Principalmente com o ocorrido em Homeland. Estragou-se uma história interessantíssima.

Só que séries boas são boas e pronto. Não importa o conteúdo. No ano passado acabei dando uma chance e vi o piloto. Resultado: vi a primeira temporada inteira em apenas uma semana.

Depois disso essa série comigo sofreu aquele efeito comum a alguns filmes: “quero muito ver isso, mas tenho que estar num dia bom, sossegado, descansado, para aproveitar bem”. Claro que o dia nunca chega e nesse ano dei um ponto final e terminei House of Cards do jeito que eu tava mesmo, já que sempre podemos piorar.

Kevin Spacey é um dos melhores atores do mundo e isso é fato. Vários outros filmes dele são geniais e o personagem de Frank Underwood já um clássico.

O que eu acho de mais lindo nessa série é aquelas poucas e eficientes falas de Frank direto a quem assiste: ali ele revela como o mundo da adulação e palavras pomposas camufla a verdadeira selva que é o mundo da política.

Robin Wright, que faz Claire, sua esposa, é uma excelente atriz, cheia de expressões comedidas. Essa personagem não cai na preguiça dos gritos e choros exagerados. Dá vontade e medo de conhecer Claire.

Não tem como resumir fatos sobre essa série. A preguiça não me permite. Só preciso registrar que é uma das minhas favoritas e no ano que vem estarei de plantão no Netflix quando a quarta temporada começar.

FDL

domingo, 25 de outubro de 2015

Prazeres Mortais

prazeres mortaisFilme: Prazeres Mortais (The Loft)
Nota: 7
Elenco: Karl Urban, James Marsden, Wentworth Miller, Eric Stonestreet, Rhona Mitra
Ano: 2014
Direção: Erik Van Looy (o mesmo do filme original belga)

 

 

 

 

Esse filme acabou lançado bem depois do anunciado. Até que não demorei muito para ver.

É bem parecido com o original de 2008, tanto nas histórias quanto nas construções dos personagens. Fica evidente que foi uma tentativa de ganhar dinheiro com os americanos que têm preconceito com as legendas.

O elenco é bem bom, todos reconhecidos, sobretudo na televisão, como é o caso de Wentwoth Miller e Eric Stonestreet.

Algumas cenas que eu tinha curtido tanto foram suprimidas e outras adicionadas também para mudar pelo menos um pouco.

No final é um filme interessante, com um suspense bom.

Recomendo, mas se for pra ter uma experiência completa, o original é melhor.

FDL

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Estrela do Diabo - Jo Nesbø

jo nesbo estrela do diabo“O polegar apontava para o teto. Seria melhor se apontasse para a solução do código, pensou Harry. Porque evidentemente era um código. O assassino havia atado uma corda nos pescoços dos policiais e os levava como bestas parvas para onde ele queria, e por isso esse código também tinha uma solução. Uma solução bem simples se o alvo fosse um animal com inteligência média como ele.”

Jo Nesbø

 

 

 

 

 

 

 

A história com esse livro é estranha. Comecei a lê-lo há uns 3 anos e não estava numa fase legal. Doente, cheio de preocupações. Não gostei e acabei largando no meio.

Como filmes, série e livros dependem muito do nosso estado de espírito, esse ano resolvi dar uma nova chance e ver como se saía. Consegui terminar, mas achei mediano, esperava muito mais quando li a sinopse interessante.

Jo Nesbø é um escritor norueguês que tem feito muito sucesso. Seus livros viram filmes e ele escreve roteiros também. Já começamos mal porque ele escreve seus livros com um policial recorrente, o Harry Hole. O problema é que Estrela do Diabo não é seu primeiro livro e, embora não seja uma continuação direta, há pontas soltas e referências a um passado que para mim era desconhecido.

A história realmente é interessante e cheia de reviravoltas. O problema é a evolução do livro. Em alguns momentos a enrolação é enorme e você perde o interesse completamente.

O final tem uma boa ação e passagens inspiradas.

Se fiquei com vontade de ler outros livros do autor? No momento não, mas quem sabe no futuro?

FDL

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Superpai

superpaiFilme: Superpai
Nota: 6
Elenco: Dani Calabresa, Juliana Didone, Monica Iozzi, Rafinha Bastos, Danilo Gentili, Danton Mello, Antonio Pedro Tabet, Paulinho Serra, Nicole Bahls (de acordo com o IMDB, esse é o nome da personagem dela: Namorada Cueca – esses pais devem estar orgulhosos nesse momento)
Ano: 2015
Direção: Pedro Amorim

 

Ah, o cinema nacional!

Mais uma daquelas comédias com roteiro preguiçoso. Só que o elenco dessa é bom e tem algumas cenas de fato engraçadas, sobretudo porque usaram uma fórmula americanizada nesse filme. É velho, usado, mas funciona.

Esse tipo de filme tem hora que cansa, mas pra um dia sem compromisso, sem vontade de pensar e só rir da cara dos outros até que dá certo.

Já houve piores. Só que pelo amor de deus, não façam continuação!

FDL

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Dois Lados do Amor

dois ladosFilme: Dois Lados do Amor (The Disappearance of Eleanor Rigby: Them)
Nota: 7,5
Elenco: James McAvoy, Jessica Chastain, Viola Davis, Bill Hader
Ano: 2014
Direção: Ned Benson

 

 

 

Eu fiquei bem ansioso para ver esse filme. Tanto o elenco quanto a história me pareceram bem interessantes.

De fato o filme não é ruim. Mas não me marcou e durante toda a passagem eu ficava achando faltar algo, que até agora não sei explicar o que é.

Na verdade foram lançados filmes separados, tanto a versão “Ele”, quanto a versão “Ela”. A história mostrava o ponto de vista de cada um, que supostamente mudaria a forma como veríamos o filme.

Tive dificuldades em baixar versões separadas e acabei assistindo à versão unificada, “Them”, que também foi exibida nos cinemas. Foram utilizadas cenas de ambos.

A história trata da separação do casal, depois de algum evento traumático que não conseguimos saber qual é.

Depois de muita introspecção, diálogos no ar, diálogos abstratos e um sofrimento intenso que não se sabe de onde vem, o casal acaba colocando o sofrimento para fora, discutindo sobre as causas e de alguma forma, se acertando.

Para ser muito sincero, achei monótono e chato. Esperava um filme diferente, com um diálogo mais rico. Me pareceu que foi uma grande aposta nas atuações, que não foram lá essas coisas.

Meio esquecível e comum para mim.

FDL

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Top 10 – Os Suspenses Adolescentes dos Anos 90

Assisti na semana passada ao piloto da série Scream, da MTV. Trata-se de uma versão livre do filme de mesmo título, clássico dos anos 90, principal nome da categoria conhecida como Slasher Movies. Pânico!

Todo aquele trash imperdível, as atuações fracas e a capacidade de zoação na própria metalinguagem fizeram esse piloto ser muito bom. Um excelente guilty pleasure.

Claro que isso me fez lembrar os próprios anos 90 e sua cultura cinematográfica, que moldaram não só a minha, mas a personalidade de toda uma geração. Por isso um top 10 dos melhores suspenses adolescentes dos anos 90.

Minha lista é de thrillers adolescentes. Claro que a qualidade é questionável, mas nada supera a ansiedade e agitação de ir no cinema ver esses filmes.

1- Segundas Intenções

cruel intentionsTítulo Original: Cruel Intentions
Ano: 1999
Elenco: Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillippe, Reese Witherspoon, Selma Blair, Joshua Jackson, Christine Baranski

O filme da minha adolescência. Trata-se de uma versão jovem do clássico de Choderlos de Laclos. O original era inspirado na Paris dos tempos da peruca. Cruel Intentions é sobre jovens americanos.

O enredo circula sobre chantagens, sedução como arma de poder, aparência x essência, atuações exageradas, música sonora perfeita com toda a cara dos anos 90. Ou seja, tudo perfeito.

Jamais esquecerei da cocaína dentro do crucifixo, tampoudo de um filme que reuniu na trilha sonora: Counting Crows, Placebo, Verve e Cardigans… impossível se melhor e impossível ser mais 90.

Sempre que posso eu revejo esse filme.

2- Pânico

panicoTítulo Original: Scream
Ano: 1996
Elenco: Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Matthew Lillard

É o grande clássico de jovens mortos dos anos 90. A violência e o suspense deixava todo adolescente doido para ir ao cinema, mesmo tendo que dar uns trambiques para entrar e driblar a censura.

Houve duas continuações na mesma época e depois o volume 4 há pouco tempo.

A sacada de Pânico é o humor. Os personagens e até o assassino utilizam o gênero do filme de terror como plano de fundo. Até os clichês são propositalmente repetidos como forma de deboche.

Certamente esse filme é um marco.

3- Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado

eu seiTítulo Original: I Know What You Did Last Summer
Ano: 1997
Elenco: Jennifer Love Hewitt, Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillippe, Freddie Prinze Jr., Anne Heche, Johnny Galecki (sim, o Leonard)

Por muitos é considerado o irmão pobre do Pânico. Acho que realmente é. Mas não deixa de ser mais divertido.

Quatro amigos estão em um carro e o motorista alcoolizado acaba atropelando um homem. Ao ver que ele está morto, os amigos jogam o corpo no mar para não sofrerem as consequências. Mas será que ele morreu? Essa dúvida surge quando eles recebem um ano depois uma mensagem com o título do filme.

As cenas de violência são bem fortes e foi o grande lançamento de vários nomes como atores no cinema.

Teve continuações péssimas.

4- Lenda Urbana

urban legendTítulo Original: Urban Legend
Ano: 1998
Elenco: Jared Leto, Alicia Witt, Rebecca Gayheart, Michael Rosenbaum, Joshua Jackson, Tara Reid

A categoria mocinhas chatas merece nota 10 nesse filme. Mas mesmo assim, é genial. Aquela cena inicial da morena cantando desafinada no carro na chuva e depois tomando uma machadada fica na memória.

A protagonista ruiva e o jornalista da faculdade começam a desconfiar que diversas mortes bizarras no campus estão relacionadas a lendas urbanas. Pior, tudo leva a crer que uma história do seu passado tem uma conexão com os assassinatos.

As mortes nesse filme começam a mostrar o show de criatividade dos americanos. Além disso, diversas lendas que até mesmo no Brasil nós conhecemos, começam a virar realidade. Isso gerava altos papos na madrugada. Saudades de Lenda Urbana.

Também teve continuações, mas prefiro nem comentar.

5- Premonição

premoniçãoTítulo Original: Final Destination
Ano: 2000
Elenco: Seann William Scott é o único que permanece conhecido.

Eu sei que é de 2000, mas o espírito é de anos 90. Isso é um fato. Também teve continuações, também foram ruins e também marcou o povo que queria ir no cinema pra se assustar.

Esse talvez seja o único da lista que tenha uma pegada sobrenatural. Ainda assim, as mortes são muito reais, o que deixa todo mundo assustado, sem contar a tensão da porra que esse filme causa.

Segue a fórmula, mas é muito bom! Deu vontade de ver de novo.

6- Garotas Selvagens

garotas selvagensTítulo Original: Wild Things
Ano: 1998
Elenco: Kevin Bacon, Matt Dillon, Neve Campbell, Denise Richards

Esse filme tem umas meninas safadgenhas... A Sidney do Pânico resolveu mostrar que não era tão inocente e se juntou com a Denise Richards num dos filmes com mais reviravoltas que eu me lembro.

Tem falsa acusação de estupro, sedução de professor, policiais corruptos, todos aqueles bons exemplos que a família tradicional brasileira ama.

7- Cubo

cuboTítulo Original: Cube
Ano: 1997
Elenco: desconhecidos por mim.

Eu acabei vendo esse filme mais tarde. Mas ele fez muito sucesso na época dele.

Várias pessoas desconhecidas são raptadas e acordam em uma instalação complexa. No formato de cubo, com várias opções de portas para prosseguirem e buscar uma saída.

O problema é que em algumas delas precisam realizar tarefas. Em outras há armadilhas mortais mesmo. Filme bem sanguinário e tenso.

8- Eleição

eleiçãoTítulo Original: Election
Ano: 1999
Elenco: Reese Witherspoon, Chris Klein, Matthew Broderick

Eleição é um filme mais de estilo de humor negro e ácido do que propriamente um suspense. Mas podemos considera-lo nessa categoria.

Matthew Broderick é um professor de High School que tem a sua vida transformada num inferno quando coordena as eleições do grêmio estudantil. Tudo isso porque uma aluna insuportável (Reese) vai fazer o que for preciso pra ser eleita.

9- Tentação Fatal

tentação fatalTítulo Original: Teaching Mrs.Tingle
Ano: 1999
Elenco: Helen Mirren, Katie Holmes

Esse filme é lindo. Tem aquele desejo íntimo de alunos injustiçados de se vingarem de professores sádicos.

Não que eu tenha algum interesse pessoal nisso.

 

 

 

10- Medo

medoTítulo Original: Fear
Ano: 1996
Elenco: Mark Wahlberg, Reese Witherspoon

Não é muito conhecido, mas é um suspense com Mark Wahlberg e Reese Witherspoon bem novinhos. Ela é inocente e se apaixona por ele, que no começo é bem bonzinho, mas depois acaba ficando maníaco, stalker e violento.

 

 

 

O que não posso deixar de mencionar é o rabo que os anos 90 deixaram, fazendo com que no comecinho dos anos 2000 nós tivéssemos outros filmes nesse estilo que deixaram marca. Vale como menção honrosa.

1- Intrigas

gossipTítulo Original: Gossip
Ano: 2000
Elenco: James Marsden, Kate Hudson, Joshua Jackson (ele de novo)

Esse filme é incrível! Um grupo de estudantes resolve num trabalho da faculdade espalhar uma fofoca e ver como ela se espalha sob uma perspectiva acadêmica.

Para isso, inventam que um estudante estuprou uma colega numa festa. A notícia se espalha rapidamente e a própria menina começa a acreditar na fofoca.

Deu vontade de ver de novo. Isso que não tinham redes sociais nessa época. Imagina agora...

2- Perseguição

perseguiçãoTítulo Original: Joy Ride
Ano: 2001
Elenco: Steve Zahn, Paul Walker, Leelee Sobieski

Dois amigos estão na estrada e resolvem ter a ideia genial de provocar outro motorista pelo rádio. Mal sabem eles que o cara é ligeiramente vingativo e vai acabar com eles.

 

 

 

3- Sociedade Secreta

sociedade secretaTítulo Original: The Skulls
Ano: 2000
Elenco: Joshua Jackson, Paul Walker (os elencos só permutam mesmo)

O filme mostra um estudante ingressando na faculdade e participando de um grupo que parece ser um sonho: uma sociedade secreta muito antiga da faculdade, em que todos se ajudam e se protegem.

O problema fica no fato de que não parece sobrar muito espaço para a própria intimidade e identidade. Além disso, ai de você se não fizer o que eles mandam!

4- A Casa de Vidro

casa de vidroTítulo Original: The Glass House
Ano: 2001
Elenco: Leelee Sobieski, Diane Lane, Stellan Skarsgård

Ruby Baker é uma adolescente que perde os pais em um acidente e vai morar com os tios. Ela tem uma herança milionária e começa a desconfiar que o primeiro momento de agrado dos tios é uma desculpa para roubá-la.

Esse filme é um suspense bem legal.

 

 

Saudades eternas dos anos 90!

FDL