segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Series Finale: Episodes – 5ª Temporada

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Foi ao ar no ano passado, mas resolvi hoje assistir em maratona a temporada final dessa série, que mesmo não sendo nenhum espetáculo, vai fazer falta.

Quando assistimos a uma temporada sabendo que é a final, fica uma sensação ruim de que tudo é despedida e nem sempre tem essa qualidade toda, mas sentimos algum tipo de saudade.

A 5ª temporada de Episodes teve apenas 07 excelentes episódios. Neles, Bev, Sean e Matt estão bem próximos, trabalhando juntos novamente e sofrendo todo o tipo de inconvenientes com o egocentrismo do ex-Friends.

O humor dessa série é sutil e extremamente crítico com os bastidores da indústria do entretenimento americana. Outras séries já fizeram isso, mas a sacada de Bev e Sean serem ingleses deixa mais engraçado, porque constantemente eles precisam lidar com essa diferente forma cultural.

Matt LeBlanc nunca foi meu Friend preferido, mas ele é um puta ator, com muita expressividade e grande talento para comédias. Ele já lançou outra, que, sinceramente, não me interessou. Cansei de ver comédias ruins só porque tem algum Friend no elenco.

Fica aí o registro de mais uma boa comédia, que até prêmios conseguiu conquistar.

Vai deixar saudades sim.

FDL

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Três Anúncios Para Um Crime

Três Anúncios Para Um CrimeFilme: Três Anúncios Para Um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)
Nota: 9
Elenco: Frances McDormand, Woody Harrelson
Ano: 2017
Direção: Martin McDonagh

Voltando para os filmes indicados, esse parece que vai levar muitos prêmios e tem o estilo que eu gosto, então bora nele.

Frances McDormand vive uma mulher dura e forte que mora em uma pequena cidade do Missouri. Sua filha foi morta e estuprada há 07 meses e a polícia não parece dar atenção ao caso para investigar e prender os culpados.

Revoltada com a polícia, que passa o dia fazendo besteira, torturando negros, ignorando crimes, ela contrata três outdoors que estão em uma via que passa perto da sua casa. Neles ela cobra o xerife sobre o crime.

A atitude dela chama a atenção e várias tensões da cidade começam a aflorar.

Esse filme tem várias camadas e relações familiares, machismo estrutural, racismo institucionalizado são também muito tratados. Acima de tudo, temos uma mulher corajosa, lançada pelo amor materno a não simplesmente aceitar a opressão.

Frances está excelente e não consigo imaginar papéis diferentes para essa atriz, que tem levado todos os prêmios nesse ano. Espero que o Oscar fique com ela.

É um bom filme, com muita violência, bons diálogos e uma impressão tão realista que chega a ser necessariamente desconfortável.

Recomendo.

FDL

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Law & Order: True Crime – The Menendez Murders

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Essa série foi anunciada há um bom tempo e acabei esperando passar tudo para assistir em forma de maratona. Fiz bem, porque não iria aguentar o suspense.

Tudo indica ser mais uma antologia criminal, nos moldes de American Crime Story. Se for renovada, trará outro caso.

O caso dos Menendez investiga o brutal assassinato dos pais de Eric e Lyle Menendez, dois playboys milionários, que são suspeitos do crime e, no futuro, são julgados com transmissão em rede nacional.

Esse crime chocou os EUA por vários motivos e aconteceu na mesma cidade e época em que o caso de O. J. Simpson, por isso, também atraiu muita atenção da mídia e houve mais um circo de horrores em que não se sabia o que era julgamento e o que era entretenimento.

A história dessa família tem muita violência, abuso sexual, incesto, tortura psicológica e os assassinatos foram apenas o fim desse ciclo.

A série não se preocupa muito em ter tom documental e é centrada na figura da advogada Leslie Abramson, interpretada pela excelente Eddie Falco.

Não tem como não comparar com a série American Crime Story de O.J. Simpson, que é bem melhor.

Law & Order assume um tom muito mais maniqueísta embora tente não desse modo. Em alguns momentos ficamos com ódio do promotor e do juiz, mas esquecemos que nem sempre as coisas são assim.

Por isso, apesar de a série ser muito boa, fiquei com um pé atrás e precisei encarar puramente como obra ficcional. E, como não conhecia nada sobre esse crime, fui atrás de informações.

Há diversos livros escritos, mas nenhum eu encontrei traduzido para o nosso idioma. Uma pena que só agora estejam aparecendo livros de true crime por aqui.

Documentário, eu encontrei o de Aphrodite Jones, que é exibido no ID também. Nele há imagens reais do julgamento, do crime e vários testemunhos de pessoas envolvidas.

Continuamos com muitas dúvidas em saber se a prisão perpétua sem possibilidade de condicional foi a melhor solução para o caso, mesmo que os irmãos tenham assumido o homicídio, por conta do histórico de abuso que eles sofriam desde a infância. Mas isso é complexo e paro por aqui nessa reflexão nesse post.

Mais um caso criminal controverso no sistema criminal americano, que muitos brasileiros ainda tomam como base de idealização de sistema punitivo. Vejam lá.

Recomendo a série e o documentário.

FDL

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Black Mirror

BlackmirrorlogoNem sei se comentei sobre essa série aqui no passado, mas logo no começo dela eu resolvi assistir. Suspenses e mistérios britânicos fazem muito meu gosto.

Com isso, acabei assistindo ao primeiro episódio, Hino Nacional. Minha impressão não poderia ter sido pior. Tratava-se de uma situação em que o primeiro ministro britânico tinha de enfrentar uma crise: o sequestro da princesa real.

Para salvá-la, o sequestrador fez uma bizarra exigência: o primeiro ministro deveria fazer sexo com um porco e isso seria filmado e transmitido em cadeia nacional.

O episódio tem toda a questão da ética, de arruinar a vida do homem e o valor da vida da sequestrada, que estaria acima disso tudo.

No final, o político cede à chantagem em uma cena extremamente desconfortável e a princesa é liberta. Também é mostrado o que tudo aquilo faz com a vida dele.

Achei esse episódio forçado e de péssimo gosto. Além disso, não vi utilidade nele, nem em uma reflexão que fosse. Por isso, peguei abuso da série e acabei não vendo mais nada.

Black Mirror é em formato antológico. Cada episódio tem uma história e um elenco diferentes. Situações, tempos, estilos de narrativa, tudo varia. O que há em comum em todos os episódios é o fato de tratar-se de um futuro distópico, em que a evolução das tecnologias da informação muda a forma de viver, interagir e até mesmo a o modo de ser do homem.

Acontece que apesar de ter estreado em 2011, a série somente virou um fenômeno quando foi comprada pela Netflix, que exibiu os episódios antigos e passou a produzir novos. São temporadas curtas. Nas duas primeiras são 3 ou 4 episódios e nas duas atuais são mais 6. Há em torno de 1h de duração.

Mesmo com meu abuso, essa série virou assunto de todo lugar e ouvi algumas reflexões éticas que me fizeram dar mais uma chance na semana passada, afinal, não teria de continuar naquela péssima história do primeiro episódio.

Excelente escolha que eu fiz. Essa foi uma das melhores séries que eu vi nos últimos tempos.

Conforme seguem os episódios, há diversas formas de interação tecnológica e me poupo aqui de escrever sinopses e entrar em pormenores. Só digo que não houve sequer um episódio ruim depois daquele início terrível.

Destaco entre os meus episódios preferidos:

O dos méritos, na primeira temporada, com o ator Daniel Kaluya, que fiz o filme Corra! Recentemente. Além dele, o que parece ser o citado por todos com a frase “Isso é muito Black Mirror!” é o Queda Livre, no qual as pessoas são ranqueadas por estrelas em suas redes sociais e isso domina as relações de forma doentia, fazendo sumir a sinceridade e a verdade.

Esse episódio Queda Livre exponencia os efeitos de redes sociais como Instagram e Snapchat, mas não é só ele. Na quarta temporada o episódio Hang The Dj trata dos relacionamentos criados por algoritmos, mostrando uma distopia do Tinder.

Há episódios que mostram jogos, babás eletrônicas, registros por câmeras, transferência de memórias, backup de cérebro para a morte do corpo, punições psicológicas a criminosos, enfim, discussões éticas, das mais variadas em mundos que se entregam às facilidades da inteligência artificial. Em muitos há a crítica do que pode levar à própria robotização do homem quando dependente dos robôs.

Enfim, recomendo muito essa série.

superesp-384-1-ed-bcaDepois disso, por coincidência recebi a edição da Dossiê Super de janeiro e a capa dela tinha justamente essa série.

A revista disseca todos os episódios da primeira à terceira temporada. A quarta não rolou porque foi com estreia concomitante.

O mais bizarro é que o trabalho jornalístico foi feito para mostrar que os avanços não estão tão distantes assim do que mostra a série. Em todos eles a Dossiê mostra avanços tecnológicos nas respectivas áreas e os impactos que isso pode causar.

A publicação também assusta, sobretudo quando pensamos na velocidade das mudanças.

Recomendo Black Mirror. Pronto, agora também sou um desses.

FDL

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Richard Glossip: Execução de um Inocente?

richard glossip

É um documentário dividido em 04 partes exibido pelo ID agora em 2017. Eles maratonaram uma reprise e eu gravei.

Richard Glossip foi condenado à morte pela acusação de ter sido o mandante do homicídio se seu chefe em 1997. Barry Van Treese era dono de uma cadeia de hotéis de beira de estrada e foi violentamente agredido com um taco de baseball por Justin Sneed.

Ocorre que Glossip e Sneed trabalhavam juntos e a polícia desconfiou de Glossip, que negou envolvimento.

Policiais bastante agressivos em seus interrogatórios praticamente forçaram Sneed a entregar algum comparsa para escapar da pena de morte e ficar com a prisão perpétua sem condicional.

Logo, Sneed, que era um viciado em drogas com severos problemas psiquiátricos, alegou que o plano de matar Van Treese fora orquestrado por Richard Glossip, que lhe ofereceu dinheiro e futuramente uma vaga de gerente para matar o chefe.

Essa foi a única prova no processo contra Glossip, que teve um advogado muito ruim, sem experiência, que até tentou se matar após constatar que seu mau trabalho causou uma sentença de pena de morte para Richard Glossip.

A falta de provas, o histórico de fabricação de provas de perícia e policiais em Oklahoma, os motivos para testemunho falso de Sneed e o próprio álibi de Glossip fizeram com que diversos ativistas voltassem suas atenções para o caso dele, considerado um de risco de execução de inocente.

Até mesmo a atriz Susan Sarandon aparece em um dos episódios defendendo a inocência de Glossip, até lendo uma carta dele em um programa de televisão.

Atualmente, embora tenham se esgotado todos os recursos legais possíveis para reverter a condenação, a execução de Glossip já foi suspensa várias vezes, pelos mais variados motivos. Ele já fez mais de uma vez a “última refeição”.

O que ocorre é que a única salvação para ele é o surgimento de alguma prova cabal que convença juízes a reanalisar seu caso e concluir pela sua inocência. Logo, em um estado que o condenou com provas tão fracas, é de se imaginar a possibilidade de algo assim acontecer, sobretudo após passarem-se 20 anos desde o crime.

É de arrepiar a cena em que são descritos os momentos finais de um preso no corredor da morte em Oklahoma, sobretudo no período de solitária. Enfim, é a definição de tortura psicológica. A falta de racionalidade impressiona e a facilidade com que a população se convence de que alguém deve morrer só me faz pensar que a violência está intrínseca neles e esse papo de que a pena de morte é um mal necessário para proteger a população de crimes hediondos não passa de desculpa.

Enfim, esse caso é perturbador e em vários momentos o documentário é maçante, sobretudo porque Glossip tenta demais convencer a gente de que é inocente. Sabemos nós se ele é mesmo? Provas não temos e ele deveria ser inocente até provarem o contrário. Pois é, deveria.

FDL

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O Assassinato de Laci Peterson

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Dessa vez foi o canal A&E que trouxe para nós um true crime interessante.

Nesse caso famoso, são 06 episódios de documentário sobre um crime violento ocorrido nos Estados Unidos, na cidade de Modesto, em 2002.

Laci Peterson desapareceu na véspera de Natal, grávida de 8 meses. Seu corpo e do bebê foram encontrados meses depois no mar.

O suspeito imediato foi seu marido, Scott Peterson, que afirmou ter visto a esposa de manhã e que ela sairia com o cachorro para passear, enquanto ele iria dar uma volta, especificamente andar de barco.

O comportamento aparentemente frio de Scott e sua falta de lágrimas colocaram a população em desconfiança. A casa caiu para ele quando apareceu uma amante, que não só não sabia que ele era casado, como gravou diversos diálogos dele com ela a pedido a polícia.

Foi um julgamento totalmente composto de provas circunstanciais. Scott sempre negou ter qualquer relação com a morte de sua esposa e filho.

O problema é que o caso tomou grandes proporções por conta da atenção da mídia. Por isso, Scott ficou sob o escrutínio malvado da imprensa. O documentário mostra coberturas incansáveis de Larry King e outros jornalistas famosos.

Ao julgamento foram dedicados alguns episódios inteiros.

Foi um tribunal do júri complicado. Mas se tratando de Estados Unidos, isso não me espanta mais, porque eu fico com a sensação de que advogados, juízes, promotores e, principalmente, jurados, se perdem em meio a tanta atenção. A busca pela verdade se esvai e parece para alguns ser uma competição e para outros uma demonstração de virtudes em troca da mão pesada contra réus.

Claro que o documentário mostra diversos erros judiciais e procedimentais no decorrer do julgamento, mas nada disso impediu que o homem fosse condenado à morte.

O documentário acaba com pessoas envolvidas no caso, até mesmo voluntários que voltaram a sua atenção para a condenação, trabalhando no recurso dele, que ainda não foi julgado.

Eu comentei recentemente por aqui de algum caso em que se julga a pessoa e não os fatos. Nesse é patente. A comentarista jurídica Nancy Grace é mostrada tanto em vídeos da época como em entrevistas para o documentário e é impressionante o ódio que ela desenvolveu e como ela procura cada ação dele de forma milimétrica para atestar que ele não presta e, logo, matou a esposa.

Foi um dos julgamentos mais morais que eu já vi.

Mais uma vez repito o que já escrevi por aqui. Sinceramente não sei se Scott matou sua esposa, mas a forma como foi retratado é extremamente injusta, porque é pseudo-científica.

Não pude deixar de reparar também como em muitas situações esse caso me lembrou A Garota Exemplar. Gillian Flynn jura que embora reconheça similaridades, não inspirou seu romance nesse caso. Então tá bom. Vou dizer o quê?

Recomendo essa história.

FDL

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Investigação Discovery – Janeiro

Temos vários documentários desse viciante canal concluídos nesse mês.

Maldita Sorte (Your Number’s Up)

maldita sorte

Apenas três episódios em temporada única. Uma pena.

Essa série mostra casos de pessoas que ganharam na loteria e ficaram milionárias, mas o destino não foi tão bom com elas, que acabaram tendo finais trágicos.

O primeiro episódio é o melhor, que mostra a vida de um segurança, que ganhou a grana e acabou largando a mulher, casando com outra mais nova, se envolvendo em um monte de putarias que culminaram em seu assassinato.

O caso da estrangeira que ganhou na loteria também foi muito bom. Foi o exemplo claro de que o ser humano nunca está satisfeito. Depois de ficar rica, como tanto sonhava, a mulher não conseguia fazer o dinheiro satisfazer suas inseguranças.

Fora do Sério (Truth Is Stranger Than Florida)

fora do sério

Achar guia de episódios e nomes originais para informações das séries da Discovery ID é um trabalho complicado, porque o site deles no Brasil é uma vergonha de tão mal feito. Chega a ser um desrespeito.

O bom trabalho está evidente na tradução dessa série, que em nada combina com o original.

Fora do Sério tratou de crimes chocantes ocorridos no estado da Florida, nos EUA. O local é conhecido pelas cidades e ilhas paradisíacas, famosos pelo lazer e tranquilidade, mas o ser humano sempre dá um jeito de cometer atos selvagens.

São 06 episódios e todos eles envolvem homicídios.

Destaco o episódio do spa e o da ilha, em que a inteligente mulher resolve se envolver com o presidiário bonitão que tinha colocado fogo na mulher anterior. Será que daria certo?

O primeiro episódio foi também muito bom e mostrou que para o homem vitimado não bastava ser um gênio nos negócios, bom marido e bom pai, a mulher tinha que arrumar um amante e mata-lo mesmo assim.

Luxo, Riqueza e Crime (Guilty Rich)

luxo riqueza e crime

São 05 episódios nessa temporada que explora a vida de pessoas que se destacaram na sociedade pelo dinheiro, fama e poder.

Mas isso não impede que haja violência e a série conta crimes ocorridos nesse círculo social, que atrai muita cobiça e inveja.

Destaco o episódio do advogado que construiu um império de dinheiro com base em um esquema fraudulento, que só manteve graças à sua lábia.

Por fim, o último episódio é especial, porque conta a história de John DuPont, o milionário quatrocentão que não consegue fazer o dinheiro comprar sua autoestima, acabando por assassinar um protegido seu. Esse é o caso do filme Foxcatcher, que levou indicações ao Oscar há alguns anos, muito bem interpretado pelo Steve Carell.

tamron hall sexual

Tamron Hall Investiga: Assédio Sexual na Universidade (Sexual Assault In College: Tamron Hall Investigates)

Tamron Hall é uma apresentadora de outros programas da Discovery ID e ela tem alguns especiais, igual ao Tony Harris.

Nesse específico, que eu achei um dos melhores até agora, é contada a história de várias universitárias que foram estupradas nos campi das universidades e como está sendo encarado esse problema, que por muitos anos foi negligenciado.

Gostei muito desse especial, porque conseguiu mostrar mulheres corajosas que foram capazes de contar suas histórias e como foi fácil caírem em armadilhas. Além disso, foi bem exposto o comportamento de criminosos e de seus amigos, além das instâncias de poder, no que acontece após a denúncia. A vítima vai tendo sua dignidade ofendida por uma série de vezes.

Há outros especiais dela e pretendo ver quando passarem.

amigo do diabo - frenemies

Amigo do Diabo (Frenemies)

A temporada que o ID exibiu e eu assisti estava informando que era a primeira, mas consultando o site original, era a segunda, exibida em 2014. A primeira foi de 2013 e, se passar, eu assisto.

Foram 12 episódios curtos, entre 20 e 30 minutos. Todas as histórias tratam de relações de amizades que acabam em traição e tragédia.

A tônica da série é sempre o relacionamento com algo escondido, seja inveja, atração sexual, ressentimento, sensação de vingança, enfim, sentimentos que culminam nas traições.

Eu destaco o episódio das amigas que trabalhavam em um cassino e, quando uma delas arranjou um namorado bonitão, a desconfiança sobre a outra ter um caso com ele levou a uma tragédia. A mulher ter ciúmes da melhor amiga é algo muito comum.

Também tem o caso da rapper que surtou quando foi a menos notada na noite, o da amiga invejosa da grávida, o do amigo rico que passou a roubar a explorou o pobre, enfim, são boas histórias.

Ressalto que, mesmo assim, essas dramatizações do ID são muito mal feitas. Eles precisam caprichar mais. Em Amigo do Diabo não chegou a incomodar. Mas ainda menciono no final desse post algumas séries que eu deixei de ver por conta das dramatizações forçadas.

frios e calculistas - murder by numbers

Frios e Calculistas (Murder By Numbers)

Olha lá a excelente tradução novamente.

A série é de 2017 e essa temporada tem 06 bons episódios.

Há dramatizações, mas poucas. Há bons testemunhos de familiares e sobreviventes, além de policiais e jornalistas.

Os casos são bem fortes e envolvem crimes que começam sendo investigados de forma simples, mas vão aparecendo outras vítimas, revelando assassinos seriais.

Destaco o caso do assassinato dos idosos e também o do terrível caso do serial killer e estuprador de velhinhas.

poligamicos e assassinos - the wives did it

Poligâmigos e Assassinos (The Wives Did It)

Nomes bizarros tanto no original quanto na tradução.

São três episódios, exibidos em 2015.

A série retrata casos de crimes de assassinato envolvendo relações familiares com homens e mais de uma parceira.

No primeiro deles, um mórmon de várias esposas acaba assassinado e a teia de relações envolvendo a comunidade em que é normal a poligamia é bem interessante.

No segundo, um homem psicopata e extremamente violento tem duas esposas em casa, mas na verdade elas são suas prisioneiras em uma vida de intensa violência física e psicólogica, que culminou em mortes e um rastro de muito sofrimento.

No terceiro, o melhor deles, na minha opinião, um casal resolve chamar uma mulher para passar uma noite com o fim de apimentar a relação. Acontece que essa noite se torna um relacionamento a três, com todos morando em uma casa, gerando ciúmes, ganância, conspiração e, claro, um homicídio.

Boa a série, mas pelo caráter extremamente específico, entendo não haver tantos episódios.

chandra levy

Quem Matou Chandra Levy? (Chandra Levy: An American Murder Mistery)

É um documentário dividido em três partes retratando uma investigação jornalística sobre a morte da estagiária de Washington Chandra Levy.

Esse é mais um daqueles casos americanos em que o mistério de um crime somente aumenta por conta do frenesi da imprensa.

Além disso, Chandra estava envolvida sexualmente com um deputado, o que traz muitas comparações do caso com a série House of Cards.

São bons episódios sobre um crime muito estranho e, todos sabemos, que quando não se descobre direito quem matou, provavelmente tem gente poderosa envolvida. Pobre sempre se ferra nessas histórias.

...

Destaco agora algumas séries que eu reservei e tentei ver, mas simplesmente não rolou, ou porque são muito forçadas ou dramatizadas. Se for pra ver um seriado eu tenho opções muito melhores.

Também me incomoda quando escrevem que para a dramatização alguns detalhes foram alterados. Quais? Fica complicado, né? Prefiro documentários reais. As dramatizações só ajudam quando servem para ilustrar as situações, não para forçar histórias sensacionalistas.

Morrendo de Amor (Forbidden: Dying for Love): São duas temporadas e é daquelas com pessoas fazendo olhares misteriosos e os casos envolvem crimes passionais. Não terminei o primeiro episódio.

Sob Efeito do Amor (Love Kills): São casos que envolvem relações amorosas em que resultam em crime. O começo do primeiro episódio exibido me incomodou pelo excesso de dramatização. Ficou evidente que era uma encheção de linguiça pela falta de fatos retratáveis. Não deu vontade de continuar.

Mãelévolas (Momsters: When Moms Go Bad): o título dessa série parece uma piada. E ela também é. Tem uma apresentadora fazendo umas piadinhas péssimas com casos de mães que acabam cometendo crimes. O primeiro episódio era dividido em dois casos e o primeiro deles foi tão comum e sem graça, todo dramatizado, que não senti a menor vontade de continuar vendo. Foi a pior de todas.

Silêncio Mortal (Dead Silent): Eu assisti ao primeiro episódio, que mostrava um casal fazendo trilhas que era perseguido por um cara esquisito. A tentativa de transformar esses casos em filmes de suspense faz com que fique tudo ridículo, porque obviamente não é esse o talento do canal Discovery ID. Como as séries seguem fórmulas, não vi sentido em continuar vendo Silêncio Mortal. A primeira temporada tem 06 episódios e já passou a segunda no canal original.

...

Observando a quantidade de séries de crimes reais que eu vi nesse mês de janeiro, sem contar as que eu acabei fazendo post específico, estou bem empolgado nessa fase de true crime. Há várias estreias no ID e eu já coloquei tudo pra gravar. Gosto de ver em maratonas.

Depois volto com novidades.

FDL