terça-feira, 1 de maio de 2018

Discovery ID em Abril

Bora acompanhar esses documentários guilty pleasure do mês de abril? Tem muita série que eu comecei meses atrás, mas só terminei agora.

sr homicidio i am homicide

Sr. Homicídio ( I Am Homicide )
Foram 02 temporadas, a primeira com 06 episódios e a segunda com 10. Conta com o detetive McFadden, conhecido como Sr. Homicídio, pela forma incisiva e inteligente que ele investiga os crimes na cidade.

A série é boa, porque mostra como o detetive se entrega ao trabalho e acaba solucionando os casos com a ajuda e informantes, se aproximando de familiares e observando com sensibilidade a realidade dos crimes.

Acredito que a série tenha uma temporada nova a caminho. Em breve verei.

confissões diabólicas the mind of a murderer

Confissões Diabólicas (The Mind Of a Murderer)
Foram também 02 temporadas. Cada uma com 06 episódios. A psicóloga forense Michelle Ward viaja o país visitando penitenciárias, conversando com presos acusados de crimes bem violentos.

Sua intenção é saber realmebte o que essas pessoas pensam e sentem, qual o entendimento que elas têm do que fizeram e como se sentem com isso.

Há presos que entram em estado de negação, embora haja provas evidentes de seus atos. Outros forçam dizer que tem algum tipo de deficiência mental. A maioria tem ciência e remorso do que fizeram e até ficam resignados com a punição.

A psicóloga investiga a infância, traumas no cérebro e comportamentos anteriores para entender o comportamento dos indivíduos. A ideia não é julgá-los. Isso a justiça já fez. O ponto é compreender a mente de um criminoso violento.

Foi um dos melhores documentários que o ID exibiu.

medo mora ao lado suspicion

O Medo Mora ao Lado (Suspicion)
Trata-se da primeira temporada. A segunda vi há algum tempo e comentei aqui que se fosse exibida eu veria. Acabou passando

São 06 episódios também, com o mesmo formato, todos com pessoas próximas morrendo e havendo suspeitas que ninguém levava a sério, mas a resiliência fez com que a verdade surgisse.

Destaco o episódio da mulher Anita, que vai morar em uma estranha comunidade em que todos parecem ser envenenados. Desconfia de seu marido, que chega a ser preso, mas verdade é bem diferente e pior.

Também foi bizarro o caso da menina que era perseguida por um homem misterioso e sem solução do crime, acabou enlouquecendo e morrendo.

No episódio da estudante universitária estuprada e morta, temos a atriz se Skins, que fez a Michelle interpretando a vítima na dramatização. Caiu o rendimento na carreira dela, né não?

mal de família bad blood

Mal de Família (Bad Blood)

A primeira temporada dessa série teve episódios curtos e a segunda foram longos. São crimes ocorridos em ambientes familiares e que causaram desavenças entre quem não foi morto ou preso.

Geralmente há controvérsia sobre autoria de crimes, motivações, participações, etc...

O ponto é que no final as pessoas são reunidas, mais desarmadas por conta do tempo, para conversarem e tentar solucionar as desavenças. Geralmente dá certo.

A série é boa, mas tem bastante enrolação. Dinheiro em empresas familiares e ciúmes sempre são os motivos propulsores dos crimes.

Entre as séries que eu tentei ver e não curti, deletando depois foram: Reféns e Mulheres: Vítimas Desconhecidas. Foram forçados e dava pra perceber como fugiam da realidade.

Até o mês que vem.

FDL

segunda-feira, 30 de abril de 2018

How To Get Away With Murder – 4ª Temporada

how-to-get-away-with-murder s4A série continua muito boa e a gente fica tenso com os mistérios querendo assistir. Viola Davis continua excepcional. Mas um enredo tão eletrizante precisa de muitas histórias surpreendentes e fortes. Ocorre que acaba ficando tudo fantasioso demais, até para uma série de onde já esperamos isso.

A qualidade tem decaído a cada temporada e não sei aonde essa série vai. Por enquanto continuo tendo vontade de assistir.

A temporada ficou focada na recuperação de Annalise como advogada, por meio de uma ação coletiva que ela abriu. A gravidez de Laurel e sua vingança contra seu pai, com ajuda de seus colegas também movimentou a temporada.

Destaco também o episódio do crossover da série com Scandal, com participação da personagem Olivia Pope. Não assisto a essa série, mas sei que é muito admirada pelo estilo similar ao de How To Get Away With Murder.

Doi dizer que eu acho que essa série devia ser encerrada logo, porque as histórias vão se encerrando. É muita gente morta, muita coisa cercando as mesmas pessoas. Fica complicado. Mas fazer o que se a série vai ficando também interessante?

Vamos lá ver o que acontece no ano que vem.

FDL

domingo, 29 de abril de 2018

Mosaic

mosaicVi a chamada dessa série no começo do ano e acabei reservando. Dizia ter um formato revolucionário, um mistério criminal e ainda a Sharon Stone. A direção dos seis episódios coube a Steven Sorderbergh. Não tinha como perder.

Mas eu acho que perdi alguma coisa. Foi uma das coisas mais chatas que eu assisti nos últimos anos.

O mistério estava claro desde o começo. Os diálogos eram fracos e chatos. Passavam-se minutos de série sem que nada de relevante tanto no enredo como artisticamente acontecesse.

Aquela câmera inquieta que era pra ser moderna só me deixava confuso. Enfim, foi uma tentativa que não deu certo e só terminei de assistir para saber o final. Antes não tivesse feito isso.

A Sharon Stone interpretou bem, claro, mas ela morre no começo! Complicado.

Eu sei que o revolucionário de Mosaic era que no original a série foi vista por um app e quem via escolhia por qual caminho assistir, de forma a chegar no fim do mesmo jeito. Na HBO Go eu acabei vendo uma montagem pronta feita pelo canal. Ainda assim, não faria diferença a ordem dos fatores. Mesmo assim, a ideia foi boa. Em uma história boa pode ser divertido assistir a um suspense assim.

Esperava mais dessa série. Decepcionou. Uma pena.

FDL

sábado, 28 de abril de 2018

Todas as Garotas Desaparecidas – Megan Miranda

todas as garotas desaparecidas“ ‘O que aconteceu naquelas horas com todos vocês?”, os policiais perguntaram. Revelem os seus sergredos, com quem, como e por que, entre as dez da noite e as seis da manhã. Os mesmos policiais que dispersavam nossas festas, mas nos levavam para casa em vez de ligar para nossos pais; que namoravam nossas amigas e bebiam cerveja com nossos pais e irmãos. Mas aqueles segredos, os policiais não guardariam. Nem no bar, nem na cama, nem nesta cidade.

Quando a equipe da polícia estadual chegou para ajudar, era tarde demais. Já tínhamos definido nossas teorias, já acreditávamos no que precisávamos acreditar.

A linha oficial de investigação: a última vez que Corinne existiu para todos que a conheceram foi pouco depois da entrada no parque de diversões, e de lá ela desapareceu.

Mas, na verdade, não. Havia mais coisa além disso. Uma peça de cada um de nós que mantivemos escondida.

Para Daniel, ela desapareceu do lado de fora do parque, atrás da bilheteria.

Para Jackson, no estacionamento das cavernas.

E, para mim, ela sumiu em uma curva da estrada sinuosa, no caminho de volta para Cooley Ridge.

Éramos uma cidade cheia de medo, em busca de respostas. Mas também éramos uma cidade cheia de mentirosos.”

Megan Miranda

Terminando o mês de abril, continuo com os thrillers. Todas as Garotas Desaparecidas certamente não foi o melhor do ano. Também não foi ruim.

Na história, uma mulher de 28 anos chamada Nicollete volta à sua pequena cidade natal para tratar da venda de sua casa de infância. Para isso, precisa tratar de assuntos que preferia fingir ignorar quando foi embora: a doença mental de seu pai, a relação ruim com seu irmão depois da morte de sua mãe e, acima de tudo, o desaparecimento de Corinne, sua melhor amiga, 10 anos antes.

O problema é que com sua volta novas histórias em uma cidade fofoqueira parecem surgir. Do mesmo modo, novas suspeitas e também um novo desaparecimento.

O que tem de mais diferente nesse livro é a forma de contar. Ele é narrado de trás para frente de forma diferente. Seleciona-se uma parte da história e volta-se no tempo. Para quem assistiu a séries como Damages e How To Get Away With Murder, é exatamente essa linguagem. Nunca tinha visto em romances de suspense.

O desfecho da história e a forma de sustentar o suspense é que não foram das melhores. A protagonista não é daquelas por quem nós acabamos nos apegando muito e, se a história é contada assim, obviamente que partes importantes de clímax são contadas no final. Por isso, pensando na lógica, não faz sentido a apatia da personagem nos dias finais, que foram as páginas iniciais do livro.

Ainda assim foi uma boa experiência e mesmo não sendo o melhor livro do mundo eu recomendo.

Destaco também o trecho epigrafado na página de introdução da terceira parte do livro. Tirei foto. Gostei da frase.

todas as garotas trecho

FDL

domingo, 22 de abril de 2018

Tinha Que Ser Ele

tinha que ser eleFilme: Tinha Que Ser Ele (Why Him?)
Nota? 7
Elenco: James Franco, Bryan Cranston, Megan Mullally
Ano: 2016
Direção: John Hamburg

Comédias não andam fáceis de encontrar por aí. Gosto do trabalho do James Franco como ator e o trailer me chamou a atenção.

“Ned (Bryan Cranston) leva a família inteira para visitar a querida filha Stephanie (Zoey Deutch) durante o feriado do Natal, mas ao encontrá-la entra em conflito com o namorado dela (James Franco), um rapaz excêntrico que ficou rico por causa da internet.”

Esse filme não passa de uma versão mais adulta de Entrando Numa Fria, mas no final acaba divertindo com algumas cenas absurdas e atores que sabem ser engraçados.

Acho difícil que eu acabe me lembrando desse filme no futuro, mas não foi tempo perdido. Se nem eles mesmos se levam a sério, por que eu levaria?

Recomendo para um dia de risada despretensiosa.

FDL

sábado, 21 de abril de 2018

Foco Inicial – Patricia Cornwell

foco inicial“Peguei a pistola Glock nove milímetros na gaveta do escritório e examinei todos os cômodos, em todos os pisos. Entrei em cada um deles com a pistola firmemente apontada, segurando-a com as duas mãos, enquanto o coração batia forte. Carrie Grethen tornara-se para mim um monstro dotado de poderes sobrenaturais. Comecei a imaginar que ela seria capaz de driblar qualquer sistema de segurança e surgir das trevas assim que eu me sentisse segura e baixasse a guarda. Nos dois pavimentos de minha casa de pedra não havia sinal de presença humana, exceto a minha. Levei um cálice de borgonha tinto para o quarto e vesti o robe. Telefonei para Wesley e senti um arrepio de medo quando ninguém atendeu. Tentei novamente, por volta da meia-noite, e mesmo assim não consegui falar com ele.

"Meu Deus", falei em voz alta, sozinha no quarto. A luz suave do abajur formava sombras de cômodas e mesas antigas lixadas até recuperarem o cinzento do carvalho antigo, pois eu apreciava as ranhuras e marcas de uso formadas ao longo do tempo. As cortinas em rosa pastel balançavam, agitadas pelo ar que saía dos orifícios de ventilação. Meu descontrole emocional crescia com qualquer movimento, mesmo eu sabendo racionalmente sua causa A cada momento que passava, o medo ampliava o controle sobre minha mente, por mais que eu tentasse sufocar as imagens de um passado que compartilhava com Carrie Grethen. Ansiava pelo telefonema de Benton. Tentava me convencer de que estava tudo bem e eu só precisava dormir. Li alguns poemas de Seamus Heaney e cochilei no meio de The Spoonbait. O telefone tocou às 2h20 da madrugada, e meu livro caiu no chão. "Scarpetta", resmunguei ao aparelho, enquanto meu coração disparava como sempre ocorria quando me acordavam de supetão. "Sou eu, Kay", disse Benton. "Desculpe eu ligar tão tarde, mas achei que você poderia ter tentado falar comigo. A secretária eletrônica parou de funcionar por algum motivo, e eu saí para comer alguma coisa e depois caminhei na praia por mais de duas horas. Precisava pensar um pouco. Calculo que você já saiba da novidade."

"Sim." Eu já estava completamente desperta.”

Patricia Cornwell

Quem diria que já estou no nono livro da Dra. Kay Scarpetta? Bom, infelizmente esse foi até agora o pior da série.

Kay envolve-se na investigação da morte de vítimas assassinadas em misteriosos incêndios e o caso parece cada vez mais se aproximar de Carrie Grethen, psicopata inimiga sua e de sua sobrinha Lucy, que em livros anteriores já matou muita gente e está internada em uma clínica psiquiátrica.

Foco Inicial trata da investigação dos incêndios e também da caçada a Carrie, mas também tem um grande impacto na vida da própria legista, que precisará ser forte para suportar efeitos que os crimes perigosos causam na sua intimidade.

O livro tem passagens que eu sinto já ter lido antes, além de muitos trechos técnicos sem sentido. Faltou um pouco de substância nessa história, que me pareceu aquilo que muita gente chama de suspense burocrático.

Pelo que eu vi por aí, os fãs da escritora também não consideram ser esse seu melhor trabalho. Bola para frente, não vivemos apenas de trabalhos grandiosos.

Que os próximos livros sejam bons ao ponto de recuperar o prestígio que essa autora tem. Espero um dia alcançar essa quantidade insana de livros publicados por Patricia Cornwell.

FDL

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Series Finale: Love – 3ªTemporada

love s3Essa série tão divertida, que me visita um final de semana por ano há três anos, tem presença intensa e vai embora, acabou. Uma pena. Mas séries boas são assim mesmo, sabem a hora de acabar.

A temporada final da série mostra Gus e Mickey se adaptando a uma vida de casal, coisa que não souberam fazer com seus estilos de vida anteriores. Há o episódio da viagem com amigos, do reencontro com a ex, de conhecer a família dele, de apoio de ambos ao trabalho e, por fim, a decisão madura para o futuro.

A série é deliciosa de ver. Porque além de ter um humor adulto e inteligente, fala de relacionamentos de forma real, sem muita romantização, embora ainda seja uma obra de ficção. Além disso, a comédia é agradável e muitas vezes desconfortável no ponto certo.

Os coadjuvantes mais uma vez estavam excelentes. Quero destacar a história da personagem Bertie, que esteve muito apagada na série, mas teve de lidar com aquilo que todo mundo já passou na vida: sair de um relacionamento empacado, mas ter dificuldades para não ferir sentimentos, embora um novo amor já tenha surgido.

Tenho que mencionar novamente a trilha sonora dessa série, que é caprichada. No final do 4º episódio teve uma música que eu gostei muito. Eels – I Like The Way This Is Going. A melodia é muito bonita e a letra retrata muito bem aquela fase dos relacionamentos que Mickey e Gus estão. Segue o vídeo.

Vai fazer falta. Mas do ponto que estava, seriam criados conflitos desnecessários somente para a série continuar no ar. Gostei muito de como a história foi construída e mais um ponto para Judd Apatow, que vem acertando, com Girls, Descompensada e outros.

Recomendo muito essa série que a Netflix nem promove tanto.

FDL