sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Discovery ID: Novembro

Fiquei um tempo sem ver os documentários do Id, mas agora no final do mês eu voltei e acabei vendo 02.

People Magazine: Por Dentro das Seitas (People Magazine Investigates: Cults)

people magazine cultos

Esse realmente me impressionou. São seis episódios com os jornalistas retratando casos de assassinatos e torturas ocorridas em igrejas com líderes tirânicos e manipuladores.

Sem dúvida nenhuma o mais impressionante foi o caso de Jonestown, no qual mais de 900 pessoas acabaram se matando por medo e lavagem cerebral feita pelo líder Jim Jones.

Que caso mais escabroso!

Os outros não ficam muito atrás não. São líderes que acabam tomando gosto pelo poder e enlouquecem, se achando divinos e fazendo as maiores atrocidades possíveis.

O pior de tudo é que há casos bem recentes, com seitas ainda em funcionamento.

Gostei muito de ver isso.

Na Cena do Crime Com Tony Harris (Scene of The Crime With Tony Harris)

cena do crime - tony harris

Nem parece que já passou um ano. Agora saiu a segunda temporada.

Destaco o episódio do violento assassinato de uma senhora de 78 anos, chamada Lucille Johnson. O caso virou um cold case e anos mais tarde a tecnologia do DNA fez com que o assassino aparecesse.

Pior, o homem se aproveitou da bondade e inocência da velhinha e acabou utilizando seu filho como isca para assalta-la e mata-la, na frente dele.

O episódio ainda mostra Harris conversando com o assassino, que descreve o que fez de forma fria e ainda tenta dar desculplas para se eximir da reação das pessoas que o acham doente.

Talvez agora nas próximas semanas eu me empolgue com os docs do ID, porque tenho vários gravados aqui. Só destaco mais alguns que nos últimos meses tentei ver e neles o canal acabou errando o tom: De Trás Para Frente, Horror à primeira Vista, Cidade dos Malditos e Crimes da Escuridão.

Que venha dezembro!

domingo, 25 de novembro de 2018

Quem Era Ela – JP Delaney

quem era ela“É mesmo, querida? Eu não lembrava.

Ele está brincando, claro. Simon sempre exagera em datas como Dia dos Namorados e meu aniversário.

Por que não convidamos algumas pessoas para virem aqui?

Uma festa, você quer dizer?

Assinto.

No sábado.

Simon parece preocupado.

Será que podemos dar festas aqui?

Não vamos fazer bagunça, digo. Não como da última vez.

Digo isso porque da última vez que demos uma festa, três vizinhos diferentes chamaram a polícia.

Certo, tudo bem, diz ele. Sábado então”.

JP Delaney

A sinopse desse livro me interessou na livraria:

“É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço.

Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas pouco depois de se mudar descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.

Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino.”

Ele, para ser sincero, é mais um thriller bem genérico. Mas não é ruim.

Tem aquela técnica bem batida de evoluir as histórias trocando de narrador. Nesse caso, as duas protagonistas, Jane e Emma.

O final não é óbvio, mas você fica sem ter muitas opções porque o caminho evidente seguido, que sem dúvida seria falso para criar a surpresa, ao ser excluído, não deixa muitas opções.

Mesmo assim a narrativa é interessante e gostei da história. Deve dar um bom filme no futuro, sobretudo com essa questão da vigilância e da investigação se revelando aos poucos, com passado e presente se conectando.

Recomendo.

FDL

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Homecoming

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Quando até a Julia Roberts está fazendo séries para streaming, temos que reconhecer que tanto o cinema quanto a televisão não são mais os mesmos.

A série da Amazon foi bem anunciada e foi uma das apostas do ano.

Julia Roberts é Heidi, que trabalha em um projeto chamado Homecoming, que tem a função de dar condições psicológicas a soldados da guerra que acabaram voltando depois de situações traumáticas.

O local é fechado, cheio de pesquisas e com muitos segredos, sobretudo se os membros de fato estão lá de forma voluntária e quais os efeitos que o local pode causar.

A série foi muito boa e Julia Roberts fez uma excelente personagem, que vive um dilema de trabalho e ética.

Gostei muito dessa série e torço para que continue no futuro.

FDL

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Series Finale: House of Cards – 6ª Temporada

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Quem diria que a série responsável por todo esse sucesso das produções originais da Netflix teria esse final agridoce?

Já era sabido que a 6ª temporada encerraria a série, mas não estava combinado com ninguém que o ator Kevin Spacey seria demitido da série após explodir um escândalo de assédio sexual no nome dele.

Como fica a série sem o protagonista?

Gosto muito da personagem Claire e acho a Robin Wright uma excelente atriz. Mas ela nunca foi a protagonista da série. Sempre foi ele. Ela era importante e até talvez uma antagonista, já mesmo ele sendo ruim, de alguma forma essa série colocava nosso lado maldoso para fora e nós torcíamos pelo Frank.

De todo modo, a série que já mostrava sinais de excesso de plot twists antes, agora precisou se reinventar com a ausência de Frank.

Não foi ruim, já que tudo é bem feito. Mas certamente aquele brilho da série se apagou. Fazer o que? O cara pode ter cometido crimes, mas é um excelente ator.

O final da série ficou meio aberto, meio com duplo sentido, mas exatamente como o ar misterioso da Claire sempre fez, já que nunca sabíamos o que ela estava pensando.

Essa série certamente marcou e recentemente, nessa nova era de assistir televisão House Of Cards protagonizou com toda a certeza.

FDL

sábado, 3 de novembro de 2018

Eichmann em Jerusalém – Hannah Arendt

“O próprio Estado de Israel, pelas declarações pré-julgamento do primeiro-ministro Ben-Gurion e pela maneira como a acusação foi formulada pelo promotor, confundiu ainda mais as coisas, arrolando um grande número de objetivos que o julgamento deveria atingir, os quais eram todos objetivos secundários quanto À lei e ao comportamento numa sala de tribunal. O objetivo de um julgamento é fazer justiça, e nada mais”

Hannah Arendt

eichmann em jerusalém

Por vários motivos óbvios senti a necessidade de ler esse livro inteiro.

Na época da faculdade eu acabei lendo vários trechos e discutindo vários tópicos que são tratados nele, mas inteiro eu nunca tinha lido. Passou da hora.

Foi interessante ler esse livro esse ano como outro qualquer, sem a visão estritamente jurídica para uma discussão acadêmica ou algo do tipo. A escrita da Hannah Arendt além de genial, é muito clara.

Para qualquer pessoa que não sabe o que é a chamada banalidade do mal e não tem medo do que pode vir quando sentimos ser tão legítimo o uso da força contra supostos inimigos, esse livro é esclarecedor sob vários aspectos.

Além do mais, a autora discute a questão moral desse julgamento, que foi simbólico após o fim do Holocausto, também com uma visão de propriedade jurídica.

“Importante entre as grandes questões que estavam em jogo no julgamento de Eichmann era a ideia corrente em todos os modernos sistemas legais de que tem de haver intenção de causar dano para haver crime. A jurisprudência civilizada não conhece razões de orgulho maior que essa consideração pelo fato subjetivo. Quando essa intenção está ausente, quando, por qualquer razão, até mesmo por razões de insanidade mental, a capacidade de distinguir entre o certo e o errado fica comprometida, sentimos que não foi cometido nenhum crime.”

Não é à toa que esse é um dos livros mais clássicos do século XX. Uma aula obrigatória para qualquer humano, porque já vimos que não precisa de muito e não percebemos quando perdemos nossa humanidade.

FDL

sábado, 27 de outubro de 2018

Do Inferno – Alan Moore e Eddie Campbell

do inferno allan moorePara encerrar o mês do horror vamos de mais uma HQ. Do Inferno é trata da história de Jack, o Estripador, o famoso serial killer que nunca foi preso ou descoberto no século XIX em Londres.

A HQ é enorme, tanto no tamanho das folhas quanto e quantidade de páginas. Achei que seria rapidinho e levei um tempão para ler tudo.

Os desenhos em alguns momentos são confusos e cansativos de entender, do mesmo modo a narrativa não me chamou muito a atenção, com idas e vindas no tempo, personagens demais, enfim, faltou algo e essa história não me cativou.

Há um filme que eu já assisti há muito tempo que é sobre essa história. É com o Johnny Depp. Minha ideia era rever, mas depois da leitura da HQ eu acabei não me empolgando muito.

Aviso que ela é bastante forte em cenas de sangue e sexo, então quem for mais sensível vai ficar de mimimi.

Achei que todo o clima e esse tipo de história que eu gosto fosse me conquistar, mas dessa vez acabou não rolando.

FDL

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Edgar Allan Poe Medo Clássico–B

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Li a primeira parte dessa edição do Medo Clássico no ano passado. Acabei conhecendo os contos aos poucos, de forma esporádica. Agora no mês do terror de 2018 eu resolvi dar cabo na obra.

Seguimos com os contos que realmente importaram, porque os outros ou são muito curtos e não valem muita explicação, ou realmente não achei nada demais.

Berenice

Já recomeçamos esse livro com um conto com bastante cara de terror.

O conto tem como protagonista Egeu, que conta sua história com a prima Berenice. Ela era muito bela, mas ficou doente com alguma espécie de catalepsia. Acabou ficando feia.

Acontece que Egeu também é doente, diz sofrer de monomania. Algo parecido com obsessão.

Berenice acaba por assustar o autor com a feiura que vai adquirindo, principalmente seus dentes. Até que morre.

O que acontece depois da morte, envolvendo a monomania, os dentes e a catalepsia, deixo para quem quer ler.

Um dos melhores contos de Poe até agora.

Ligeia

É um conto parecido com o anterior. Nessse, o protagonista é apaixonado por ligeia e a descreve também como muito bela. Ocorre que ela fica doente e morre, deixando-lhe um poema para ler em seu leito de morte.

Depois disso o protagonista casa-se novamente, mas sua nova esposa não tem uma saúde muito forte e acaba falecendo.

O problema é que nos preparativos do velório, enquanto está sozinho com a esposa, o narrador começa a desconfiar que “se apressou”, que ela estaria viva ainda. Porém, sempre que se aproximava, notava sinais claros de que ela estava morta.

No final, o corpo se levanta e caminha em direção a ele, com uma grande surpresa.

Achei parecido com a Berenice, mas o primeiro é melhor.

Tem bem o estilo de gótico romântico, com a musa pálida envolvida na morte e o amor como sofrimento pela saudade e as dores da vida cruel.

Allan-Poe-Capa-foto

Os outros contos são Eleonora, Manuscrito Encontrado Numa Garrafa e O escaravelho de ouro, que não me marcaram muito ou eu não entendi a pegada.

O livro encerra com o conto O Corvo, famoso do autor, também com a tradução feita pelo Machado de Assis.

Gostei de terminar esse livro e ter contato com a obra de Poe, que mesmo não sendo meu autor preferido, é um clássico e tem muitas coisas que eu acabei gostando.

Agora, já foi lançado o volume 2. Quando será que eu leio?

FDL