segunda-feira, 30 de maio de 2016

Saturday Night Live – 41ª Temporada

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Consegui acompanhar com relativa periodicidade essa temporada do melhor programa de variedades dos EUA.

Foi uma excelente temporada, com muitos convidados que souberam entrar na dança e brincar, inclusive com eles mesmos. Falta muito disso aqui no Brasil.

A parte ruim é que a conturbada fase política no país influenciou o programa, que tem uma alta proporção de humor político. Como não é muito da minha realidade, nem sempre acabo me identificando.

Fora isso, o elenco se manteve praticamente o mesmo da temporada anterior e houve muitos quadros recorrentes.

Nessa temporada sobrou até para uma imitação estranha da Dilma, feita pela Maya Rudolph. Ficou bizarro, mas a crítica foi incisiva.

Destaco os convidados Amy Schumer, Tina Fey, Amy Poehler, Adam Driver, Larry David, Peter Dinklage, Julia Louis-Dreyfus e Fred Armisen.

Houve um pouco de vergonha alheia no dia do Donald Trump e no da Ronda Rousey, mas nada é perfeito.

SNL continua sendo uma ótima opção de diversão e aguardo o ano que vem.

FDL

domingo, 29 de maio de 2016

O Presente

the giftFilme: O Presente (The Gift)
Nota: 7
Elenco: Jason Bateman, Rebecca Hall, Joel Edgerton
Ano: 2015
Direção: Joel Edgerton

 

 

 

 

 

A sinopse acabou me conquistando e resolvi dar uma chance. Não conhecia direito o elenco, nem o diretor, que também atua no filme.

“Simon (Jason Bateman) e Robyn (Rebecca Hall) casaram há pouco tempo e estão muito felizes até o dia em que ele reencontra Gordo (Joel Edgerton), um colega de escola. Um segredo do passado dos dois vem à tona e Robyn se sente cada vez mais insegura perto do companheiro.”

É um suspense típico e cheio de reviravoltas. A tensão do clima é bem intensa e a gente fica preso na história desde o começo.

Os atores não são lá tão bons e a história nem é tão original assim, mas vale a pena dar uma chance para que gosta de suspenses.

Recomendo sim.

FDL

sábado, 28 de maio de 2016

Irmãs

sistersFilme: Irmãs (Sisters)
Nota: 8
Elenco: Amy Poehler, Tina Fey, Maya Rudolph, Ike Barinholtz, Dianne Wiest, Bobby Moynihan, Rachel Dratch, Kate McKinnon
Ano: 2015
Direção: Jason Moore

 

 

 

Quando você vê o anúncio de um filme com Tina Fey e Amy Poehler é certeza de algum tipo de revival do Saturday Night Live.

Dito e feito: a presença da Maya Rudolph já era obrigatória, mas ainda apareceram os excelentes Bobby Moynihan e a Kate McKinnon.

Os filmes delas pecam por não terem aquele humor mais ácido e crítico que principalmente a Tina Fey tem. Elas acabam indo para um lado que não é o forte delas, a comédia mais óbvia.

Ainda assim o filme diverte e traz situações de vergonha alheia e absurdo, deixando tudo mais atrativo.

Claro que tem piadas repetidas e preguiçosas, mas seria esperar demais de um filme nesse estilo nos EUA.

De todo modo, mesmo com muita gente reclamando desse filme eu gostei, vale para um dia preguiçoso em casa. Essa dupla tem muito crédito para queimar.

FDL

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Quero Matar Meu Chefe

quero matar meu chefe_Filme: Quero Matar Meu Chefe (Horrible Bosses)
Nota: 7
Elenco: Jason Bateman, Kevin Spacey, Charlie Day, Jennifer Aniston, Jason Sudeikis, Colin Farrell
Ano: 2011
Direção: Seth Gordon

 

 

 

 

Estava em uma situação de ficar sem computador e internet e fiquei refém da tv a cabo do local que não tinha opções boas. Ia acabar de começar esse filme e como já ouvi falar que era engraçado e tem alguém de Friends, parecia uma boa ideia.

A surpresa foi a presença do Kevin Spacey, que ajudou bastante.

O filme realmente é engraçado. É daquele tipo de comédia com agonia. Você fica tenso com quantas coisas ridículas e absurdas vão acontecendo no decorrer da história.

No final são bons atores, engraçados. Mas não passa disso. Não tem nenhuma novidade.

Recomendo sim, mas sem esperar grandes coisas.

FDLV

quinta-feira, 26 de maio de 2016

O Demonologista – Andrew Pyper

demonologista

“Eu lhe explico sobre a coluna. Segundo o livro, é no Canal de San Marco, de frente para a ilha de San Giorgio. Conte três colunas, e lá está: com sua base de mármore gasta por todos os prisioneiros e, por muitos séculos, turistas curiosos tentando o impossível. O desafio é colocar suas mãos para trás (já que as mãos dos prisioneiros estariam atadas) e, de costas para a coluna, tentar fazer a volta completa. Para os condenados, era uma cruel oferta de uma possível liberdade, já que, reza a lenda, o desafio nunca foi superado.

Tess acha que devo ir primeiro. Coloco meus dedos no cinto e subo na base da coluna. Um passo em falso e desço.

“Não consigo”, digo.

“Minha vez!”

As costas de Tess abraçam o mármore, ela me olha, rindo. Então começa. Seus pés pouco vacilam, avançando centímetro a centímetro. E avançam. Eu fico ali com a câmera do iPhone pronta para filmar seu tombo, mas em vez disso ela desaparece à medida que dá a volta na coluna. Um segundo depois ela reaparece, ainda tateando com os pés. Só que agora o riso desapareceu. Em seu lugar há um olhar sem expressão, que eu imagino ser uma enorme concentração. Coloco o iPhone de volta em meu bolso.

Quando ela retorna ao ponto de partida, fica ali parada, olhando para a água, como se ouvindo as instruções murmuradas pelas ondas que se sobrepõem.

“Tess!” Um grito que visa a despertá-la de onde quer que ela esteja, tanto como para comemorar seu feito. “Você conseguiu!”

Ela desce. E, ao recordar-se de quem sou eu e onde ela está, seu sorriso volta.

“O que eu ganho?”, ela pergunta.

“Seu lugar na História. Aparentemente, ninguém nunca fez isso antes.”

“E a salvação. Ganho isso também?”

“Também. Venha”, digo, tomando sua mão, “vamos sair desse sol infernal.””

Andrew Pyper

A sinopse desse livro me chamou a atenção quando lançado. Acabei comprando. O visual da capa também é impressionante. A editora caprichou no acabamento envelhecido com cara medieval.

O livro conta a história de um professor universitário, chamado David Ullman, especializado na expressão literária do Diabo. Seu foco está na obra do autor John Milton, Paraíso Perdido. A história trata do possível fim da descrença do professor na existência do inominado, após ser procurado por um trabalho que modifica completamente a sua vida e de sua família.

Não detestei o livro, mas também não adorei. O começo é muito bom, com passagens realmente perturbadoras, que me fizeram deixar esse livro na mochila, para lê-lo apenas em transporte ou filas de espera.

O meio é bem arrastado e repetitivo. Não deveria ser, porque o livro não é grande e tem uma história até que bem escrita.

O final é do tipo aberto e abrupto. Há quem goste e há quem odeie. Eu fico no time dos que gostam quando tem propósito. Nesse caso tem, sobretudo pelo assunto que está sendo tratado.

O Demonologista foi um sucesso de vendas e o próximo livro do autor já está sendo vendido. Talvez eu leia, porque no final há poucas opções satisfatórias nesse tipo de literatura.

A galera mais jovem deve ter pirado nesse livro. No final, recomendo sem muita euforia.

FDL

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Eurovision 2016

eurovision 2016

Eurovision é uma competição de música anual que acontece na Europa há décadas. Cada país manda um representante. Há uma votação elegendo um campeão, que sediará a o concurso no ano seguinte.

Vários artistas consagrados começaram por lá, como Abba e Celine Dion. Confesso que nunca tive tanta curiosidade, até descobrir que há excelentes músicas no Eurovision e muitas delas conhecidas.

Acabei assistindo pela pimeira vez no ano passado e gostei muito. Várias músicas foram para a minha playlist do Spotify e não saíram mais. Acabei não postando por um lapso mesmo.

A versão de 2016 aconteceu agora em maio e foi excelente.

Alguns meses antes os países liberam as músicas e quem seriam os representantes. Com isso já começa a torcida e o termômetro do que vai acontecer. Lá na Europa esse concurso é realmente muito popular.

Nesse ano de cara eu gostei de duas músicas: J’ai Cherché, do cantor Amir, representante da França e Slow Down, de Douwe Bob, representando a Holanda.

Nos shows ao vivo ficou claro favoritismo da australiana Dami Im, com Sound of Silence. Já a conhecia, pois vencedora do The X Factor Australia em 2013.

 

Só que as votações nem sempre recebem critérios musicais e a Ucrânia venceu com a cantora Jamala.

Destaco também a apresentação do russo Sergey Lazarev, com You Are The Only One. A música não tem nada demais, mas eles fizeram uma apresentação cheia de efeitos e que dá gosto de ver.

 

No final, o evento é bem longo e é interessante assistir à votação. O bom mesmo é o saldo que fica na playlist.

Recomendo e com certeza assisto à versão de 2017.

FDL

segunda-feira, 23 de maio de 2016

The Big Bang Theory – 9ª Temporada

the-big-bang-theoryPor incrível que pareça, eu continuo vendo essa série. E no método tradicional: baixando episódios.

Digo isso porque a moda é ver nos streamings por maratona. Mas ainda admiro essa série e continuo achando uma boa opção de diversão boba.

Poderia ser melhor, porque o potencial de avançar nas histórias não é aproveitado, mas paciência.

A atual temporada trouxe a gravidez de Bernadette e o relacionamento de Amy e Sheldon evoluindo, em um dos episódios mais engraçados que a série teve. Aliás, pontos para Mayim Bialik, que entrou depois na série e fez muito bem para ela. Já era excelente como Blossom.

A série também mostrou a criação no laboratório dos nerds de uma nova tecnologia. Sinto que isso ainda vai ser melhor explorado na próxima temporada, mas mesmo assim rendeu o bom episódio em que eles vão comprar Hélio.

O episódio final foi interessante, com um casamento comemorativo para Penny e Leonard, com direito até à presença sempre excelente dos pais.

Certamente continuo assistindo, enquanto não aparecer algo melhor. Vamos ver até quando vão ser preguiçosos com essa série.

FDL

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Series Finale: The Good Wife

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É com muita tristeza que me despeço dessa série. Foi a minha preferida por vários anos e mesmo atualmente sempre esteve no meu top 3.

O texto sempre foi excelente e uma mistura de boa trama, desafios éticos e boas atuações fizeram com que a gente sempre achasse os 40 minutos curtos demais e a temporada de 24 episódios insuficiente. Isso é muito difícil de conseguir.

A 7ª temporada teve muitos acontecimentos, foi bem atribulada. Começou com Alicia trabalhando lá embaixo, como advogada de tribunal em audiências preliminares. É um tipo de assistência judiciária no complexo sistema norte-americano.

Além disso, Peter se candidatava à presidência do país e o antigo escritório no começo ficou meio deslocado.

Do meio para o final da série o foco mudou. Alicia voltou ao antigo escritório e além de cuidar dos casos, se envolve em tentar salvar Peter, que passa a sofrer acusações criminais. Claro que um novo interesse amoroso surgiu.

Os personagens coadjuvantes não foram bem explorados nessa temporada. Cary ficou sem história e o final dele foi péssimo.

Diane ainda teve um pouco mais de assunto e é uma personagem impressionante. Fico contente com a notícia de que a CBS fará uma web-série derivada, com ela como protagonista.

Vou sentir saudades também daqueles personagens que apareciam às vezes, mas sempre com uma presença marcante: Louis Canning, Marissa Gold e Elsbeth Tascioni.

Julianna Margulies deixa a série fazendo uma excelente personagem. Complexa, cheia de dúvidas e cheia de atitude. Alicia era uma advogada brilhante e uma mãe de família que lutava para ser feliz da melhor forma que encontrava, sentindo culpa, ansiedade, medo e coragem, mas indo em frente.

A série fará falta. Prefiro esquecer o que fizeram no último episódio, que foi ruim. Não pode estragar o que a série fez.

Ainda bem que teremos o spin off.

FDL

quarta-feira, 11 de maio de 2016

American Crime Story – The People v. O.J. Simpson

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Depois de muita enrolação, finalmente a série saiu. Foi uma temporada com intensos 10 episódios que retrataram com muita competência o crime e julgamento que pararam os EUA no início dos anos 90.

Apesar de ser um caso muito famoso, eu sabia pouco sobre ele. Por isso, quando soube desse lançamento eu fiquei empolgado. A pessoa por trás dessa produção é Ryan Murphy, de American Horror Story (nunca vi) e Glee.

Esse cara é complicado. Muita gente elogia sua genialidade, mas ressaltando que ele se perde. Meu medo era o que seria feito no espetáculo dessa série.

Que haveria ironia e crítica social eu não tinha a menor dúvida. Se em Glee, que era uma série adolescente estava saindo crítica pelo ladrão, imagina em um caso como esse?

No final o trabalho foi extremamente competente. A série foi muito correta e ultrapassou o julgamento de uma pessoa e trouxe à tona toda a tensão social e racial que cercaram todo esse caso.

Há questionamento sobre o modus operandi da polícia, do órgão acusatório, do meio das celebridades e, acima de tudo, a forma que o negro é tratado nas ruas, na fama, nos tribunais e no meio policial.

O começo da série é um pouco enrolado e você sente um pouco de falta de emoção. Mas isso se compensa nos momentos de tensão, porque eles ficam mais interessantes depois de terem sido construídos bons personagens no começo.

Falando em personagens, Cuba Gooding Jr., David Schwimmer e Courtney B. Vance estiveram excelentes. Ótimas atuações. Mas o destaque mesmo é para Sarah Paulson, que já era incrível em tudo que fazia, mas deu uma lição de interpretação com sua Marcia Clark.

Destaco o episódio 6, chamado “Marcia, Marcia, Marcia”. Nesse ainda tivemos de brinde uma aula de sexismo filmado em rede nacional nos anos 90. Foi aí que a Sarah Paulson derrubou toda a bagaça.

A advogada mulher e talvez com gosto de moda questionável foi massacrada por juiz, advogados, mídia e público em geral, coisa que ninguém fez com homem algum naquela situação.

Ponto negativo? Claro que o John Travolta. Péssimo, não sabe atuar e ainda é exagerado nos trejeitos. Prefiro fingir que ele nem estava lá.

O último episódio foi genial e a conversa dos personagens Chris Darden e Johnnie Cochran após a leitura do veredito foi excelente. Aliás, todos os embates dos dois foram muito bons.

A série marcou e com certeza fez seu papel. Recomendo muitíssimo.

Claro que iria aparecer um livro para acompanhar, né? A Darkside lançou em capa dura a obra que inspirou a série, que chegou aqui em casa nessa semana. Quando eu ler escrevo alguma coisa por aqui.

FDL

terça-feira, 3 de maio de 2016

Girls – 5ª Temporada

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Terminei de ver a 5ª temporada de Girls na semana passada e fiquei bem impressionado com o que assisti.

Achei a 4ª temporada meio fraca, mas fiquei com a impressão de que com o anúncio do fim da série a Lena Dunham caprichou mais e fez a história andar com mais força.

A próxima temporada, 6ª, será a última, encerrando um projeto de muito sucesso da HBO. A forma que a mulher foi retratada é realmente desafiadora e em alguns momentos até incômoda para quem assiste.

O elenco de coadjuvantes dessa série sempre foi um trunfo. As personagens Shoshanna e Jessa são um grande destaque. Só que esse ano foi da Lena Dunham com certeza.

Posso destacar a cena de sexo lésbico, posso destacar a cruzada de pernas da Sharon Stone, posso destacar aquela patética cena do boquete, enfim, tudo isso que ela faz para causar, mas nada vai superar a última cena da temporada, em que Hannah abre seu coração em público se se expressa sobre seus problemas e suas inseguranças.

Continuo achando sem graça e sem nada a personagem Marnie. Mas o episódio que ela apareceu sozinha com certeza foi bem sustentado por ela. Só acho que a atriz não é tão boa.

Não é minha série preferida, mas ela sabe ser interessante. Lena Dunham não segue o caminho preguiçoso das séries americanas. Por isso acabo querendo ver, até pela curiosidade com o bizarro. Isso realmente não falta.

Com o final da série espero boas cenas e bons diálogos e tenho certeza de que não vou me decepcionar.

FDL