quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Top 10 – Os Suspenses Adolescentes dos Anos 90

Assisti na semana passada ao piloto da série Scream, da MTV. Trata-se de uma versão livre do filme de mesmo título, clássico dos anos 90, principal nome da categoria conhecida como Slasher Movies. Pânico!

Todo aquele trash imperdível, as atuações fracas e a capacidade de zoação na própria metalinguagem fizeram esse piloto ser muito bom. Um excelente guilty pleasure.

Claro que isso me fez lembrar os próprios anos 90 e sua cultura cinematográfica, que moldaram não só a minha, mas a personalidade de toda uma geração. Por isso um top 10 dos melhores suspenses adolescentes dos anos 90.

Minha lista é de thrillers adolescentes. Claro que a qualidade é questionável, mas nada supera a ansiedade e agitação de ir no cinema ver esses filmes.

1- Segundas Intenções

cruel intentionsTítulo Original: Cruel Intentions
Ano: 1999
Elenco: Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillippe, Reese Witherspoon, Selma Blair, Joshua Jackson, Christine Baranski

O filme da minha adolescência. Trata-se de uma versão jovem do clássico de Choderlos de Laclos. O original era inspirado na Paris dos tempos da peruca. Cruel Intentions é sobre jovens americanos.

O enredo circula sobre chantagens, sedução como arma de poder, aparência x essência, atuações exageradas, música sonora perfeita com toda a cara dos anos 90. Ou seja, tudo perfeito.

Jamais esquecerei da cocaína dentro do crucifixo, tampoudo de um filme que reuniu na trilha sonora: Counting Crows, Placebo, Verve e Cardigans… impossível se melhor e impossível ser mais 90.

Sempre que posso eu revejo esse filme.

2- Pânico

panicoTítulo Original: Scream
Ano: 1996
Elenco: Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Matthew Lillard

É o grande clássico de jovens mortos dos anos 90. A violência e o suspense deixava todo adolescente doido para ir ao cinema, mesmo tendo que dar uns trambiques para entrar e driblar a censura.

Houve duas continuações na mesma época e depois o volume 4 há pouco tempo.

A sacada de Pânico é o humor. Os personagens e até o assassino utilizam o gênero do filme de terror como plano de fundo. Até os clichês são propositalmente repetidos como forma de deboche.

Certamente esse filme é um marco.

3- Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado

eu seiTítulo Original: I Know What You Did Last Summer
Ano: 1997
Elenco: Jennifer Love Hewitt, Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillippe, Freddie Prinze Jr., Anne Heche, Johnny Galecki (sim, o Leonard)

Por muitos é considerado o irmão pobre do Pânico. Acho que realmente é. Mas não deixa de ser mais divertido.

Quatro amigos estão em um carro e o motorista alcoolizado acaba atropelando um homem. Ao ver que ele está morto, os amigos jogam o corpo no mar para não sofrerem as consequências. Mas será que ele morreu? Essa dúvida surge quando eles recebem um ano depois uma mensagem com o título do filme.

As cenas de violência são bem fortes e foi o grande lançamento de vários nomes como atores no cinema.

Teve continuações péssimas.

4- Lenda Urbana

urban legendTítulo Original: Urban Legend
Ano: 1998
Elenco: Jared Leto, Alicia Witt, Rebecca Gayheart, Michael Rosenbaum, Joshua Jackson, Tara Reid

A categoria mocinhas chatas merece nota 10 nesse filme. Mas mesmo assim, é genial. Aquela cena inicial da morena cantando desafinada no carro na chuva e depois tomando uma machadada fica na memória.

A protagonista ruiva e o jornalista da faculdade começam a desconfiar que diversas mortes bizarras no campus estão relacionadas a lendas urbanas. Pior, tudo leva a crer que uma história do seu passado tem uma conexão com os assassinatos.

As mortes nesse filme começam a mostrar o show de criatividade dos americanos. Além disso, diversas lendas que até mesmo no Brasil nós conhecemos, começam a virar realidade. Isso gerava altos papos na madrugada. Saudades de Lenda Urbana.

Também teve continuações, mas prefiro nem comentar.

5- Premonição

premoniçãoTítulo Original: Final Destination
Ano: 2000
Elenco: Seann William Scott é o único que permanece conhecido.

Eu sei que é de 2000, mas o espírito é de anos 90. Isso é um fato. Também teve continuações, também foram ruins e também marcou o povo que queria ir no cinema pra se assustar.

Esse talvez seja o único da lista que tenha uma pegada sobrenatural. Ainda assim, as mortes são muito reais, o que deixa todo mundo assustado, sem contar a tensão da porra que esse filme causa.

Segue a fórmula, mas é muito bom! Deu vontade de ver de novo.

6- Garotas Selvagens

garotas selvagensTítulo Original: Wild Things
Ano: 1998
Elenco: Kevin Bacon, Matt Dillon, Neve Campbell, Denise Richards

Esse filme tem umas meninas safadgenhas... A Sidney do Pânico resolveu mostrar que não era tão inocente e se juntou com a Denise Richards num dos filmes com mais reviravoltas que eu me lembro.

Tem falsa acusação de estupro, sedução de professor, policiais corruptos, todos aqueles bons exemplos que a família tradicional brasileira ama.

7- Cubo

cuboTítulo Original: Cube
Ano: 1997
Elenco: desconhecidos por mim.

Eu acabei vendo esse filme mais tarde. Mas ele fez muito sucesso na época dele.

Várias pessoas desconhecidas são raptadas e acordam em uma instalação complexa. No formato de cubo, com várias opções de portas para prosseguirem e buscar uma saída.

O problema é que em algumas delas precisam realizar tarefas. Em outras há armadilhas mortais mesmo. Filme bem sanguinário e tenso.

8- Eleição

eleiçãoTítulo Original: Election
Ano: 1999
Elenco: Reese Witherspoon, Chris Klein, Matthew Broderick

Eleição é um filme mais de estilo de humor negro e ácido do que propriamente um suspense. Mas podemos considera-lo nessa categoria.

Matthew Broderick é um professor de High School que tem a sua vida transformada num inferno quando coordena as eleições do grêmio estudantil. Tudo isso porque uma aluna insuportável (Reese) vai fazer o que for preciso pra ser eleita.

9- Tentação Fatal

tentação fatalTítulo Original: Teaching Mrs.Tingle
Ano: 1999
Elenco: Helen Mirren, Katie Holmes

Esse filme é lindo. Tem aquele desejo íntimo de alunos injustiçados de se vingarem de professores sádicos.

Não que eu tenha algum interesse pessoal nisso.

 

 

 

10- Medo

medoTítulo Original: Fear
Ano: 1996
Elenco: Mark Wahlberg, Reese Witherspoon

Não é muito conhecido, mas é um suspense com Mark Wahlberg e Reese Witherspoon bem novinhos. Ela é inocente e se apaixona por ele, que no começo é bem bonzinho, mas depois acaba ficando maníaco, stalker e violento.

 

 

 

O que não posso deixar de mencionar é o rabo que os anos 90 deixaram, fazendo com que no comecinho dos anos 2000 nós tivéssemos outros filmes nesse estilo que deixaram marca. Vale como menção honrosa.

1- Intrigas

gossipTítulo Original: Gossip
Ano: 2000
Elenco: James Marsden, Kate Hudson, Joshua Jackson (ele de novo)

Esse filme é incrível! Um grupo de estudantes resolve num trabalho da faculdade espalhar uma fofoca e ver como ela se espalha sob uma perspectiva acadêmica.

Para isso, inventam que um estudante estuprou uma colega numa festa. A notícia se espalha rapidamente e a própria menina começa a acreditar na fofoca.

Deu vontade de ver de novo. Isso que não tinham redes sociais nessa época. Imagina agora...

2- Perseguição

perseguiçãoTítulo Original: Joy Ride
Ano: 2001
Elenco: Steve Zahn, Paul Walker, Leelee Sobieski

Dois amigos estão na estrada e resolvem ter a ideia genial de provocar outro motorista pelo rádio. Mal sabem eles que o cara é ligeiramente vingativo e vai acabar com eles.

 

 

 

3- Sociedade Secreta

sociedade secretaTítulo Original: The Skulls
Ano: 2000
Elenco: Joshua Jackson, Paul Walker (os elencos só permutam mesmo)

O filme mostra um estudante ingressando na faculdade e participando de um grupo que parece ser um sonho: uma sociedade secreta muito antiga da faculdade, em que todos se ajudam e se protegem.

O problema fica no fato de que não parece sobrar muito espaço para a própria intimidade e identidade. Além disso, ai de você se não fizer o que eles mandam!

4- A Casa de Vidro

casa de vidroTítulo Original: The Glass House
Ano: 2001
Elenco: Leelee Sobieski, Diane Lane, Stellan Skarsgård

Ruby Baker é uma adolescente que perde os pais em um acidente e vai morar com os tios. Ela tem uma herança milionária e começa a desconfiar que o primeiro momento de agrado dos tios é uma desculpa para roubá-la.

Esse filme é um suspense bem legal.

 

 

Saudades eternas dos anos 90!

FDL

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Season Finale: Rizzoli & Isles – 5ª Temporada

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Apesar e nesse ano eu ter me empolgado novamente para ver algumas de minhas séries preferidas, não deu tempo de alcançar todas.

Acabei terminando de ver a temporada de Rizzoli & Isles na mesma semana da estreia da 6ª, que agora acompanho conforme passa e espero permanecer assim. Comento sobre ela no final.

Não é a série mais densa e das histórias mais inspiradas, mas toda a dinâmica e a química dos personagens a tornam gostosa de assistir.

A geração de séries criminais com toque de comédia está entrando em decadência. Séries como essa, Bones, Castle e outras não devem ter muito futuro na televisão ainda. Só que essa dramédia ainda consegue me segurar.

Especificamente a 5ª temporada foca no começo na gravidez de Jane Rizzoli, junto com todas as implicações pessoais e profissionais que o fato traz. Infelizmente ela perde o bebê e é um episódio muito bom dramaticamente falando.

Isles não foi tão focada, mas ela ainda é o destaque dessa série para mim. Gostei muito do episódio em que ela ajuda o menino com problemas mentais pensando ser um lobisomem.

Como geralmente é feito nas séries longas de tv a cabo, a temporada é dividia em A e B, com uma pausa menor no final, mas um intervalo de mesmo tempo no meio. Justamente nesse meio houve o arco de episódios do promotor de justiça e o pulo de Jane na água. Esse suspense e o mistério bem construídos foram muito úteis para essa série.

Continuo vendo, mesmo não sendo a melhor qualidade do mundo. Até a próxima.

FDL

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Season Finale: Veep – 4ª Temporada

VEEP-season-4

Dá gosto ver que a HBO produz também comédias de verdade. Dá gosto ver que essa série só melhora conforme passa o tempo.

A 4ª temporada de Veep foi a melhor de todas. Sem a menor sombra de dúvidas.

Os primeiros episódios mostram Selina assumindo, finalmente, o cargo de Presidente da República e se atrapalhando completamente, junto de seus assessores, com os pepinos que vão aparecendo.

Se antes as besteiras que a equipe dela fazia eram piada, agora ela tem o cargo mais importante do mundo e qualquer coisa vira um escândalo e uma enxurrada de críticas.

Não bastasse isso, ela enfrenta a missão de ser a primeira mulher Presidente e não ter sido eleita diretamente – bons motivos para o povo talvez não a levar a sério.

Durante a temporada toda e mais intensamente no final, Selina também continua a corrida eleitoral, que já tinha começado na temporada passada e terminou justo no último episódio da 4ª temporada.

Um grande reforço na série foi a chegada do ator Hugh Laurie, conhecido como o médico House. Ele fez o candidato a vice de Selina. Ela tem inveja dele, porque ele é mais carismático e preparado do que ela. Por outro lado, ela precisa dele para ganhar.

Destaco esse ano o trabalho da atriz Anna Chlumsky (detalhe: é a atriz que fez aquele clássico da Sessão da Tarde “Meu Primeiro Amor”). A personagem Amy é genial, cheia de detalhes e de uma comédia muito rica.

Os personagens Jonah Ryan (o atrapalhado iludido) e Sue (a eficiente e fria secretária) também enriquecem demais essa série.

Veep não comete o erro de muitas séries protagonizadas por atores muito famosos: investe pesado em bons personagens coadjuvantes. São vários os exemplos. Nem vou enumerar.

Posso destacar várias cenas dessa temporada, como o problema com o tp, a reunião de Selina com as amigas, a chegada da evasiva Karen (irritava, mas era demais!), enfim, Veep não era das minhas comédias preferidas, mas agora certamente é uma delas.

Até o ano que vem, com a renovação certa.

FDL

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Season Finale: Saturday Night Live – 40ª Temporada

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SNL não passou por uma fase boa. Tanto que mesmo assistindo, eu acabei nem fazendo posts sobre as temporadas 38 e 39. Houve uma modificação do elenco, saindo grandes nomes como Fred Armisen, Kristen Wiig, Andy Samberg, Bill Hader e Seth Meyers, entre outros.

Demora um pouco até tudo se engrenar e nesses últimos tempos a chegada de Kate McKinnon, Cecily Strong e Aidy Bryant e deu uma melhorada na série, que reforçou as piadas feministas, que já tinham começado com Tina Fey e Amy Poehler e agora estavam vazias.

A Temporada 40 foi excelente. Começamos com a contratação de dois comediantes que eu gostei muito: Pete Davidson, um jovem humorista que aparentemente não tem talento nenhum, porque não imita ninguém nem faz personagens, mas é bem engraçado e tem o humor no sangue. Além dele, teve a excelente Leslie Jones, que faz o estilo “negona com raiva”.

As participações também foram ótimas. Logo no começo da temporada tivemos Sarah Silverman apresentando um episódio muito bom. Tudo que ela faz é engraçado.

Destaco os seguintes episódios: Jim Carrey, Cameron Diaz, James Franco, J.K. Simmons, Scarlett Johansson e Louis C.K. (o monólogo de abertura dele foi de gargalhar, muito bom).

Durante a temporada houve também um especial homenageando os 40 anos do programa, que reuniu em horas de show quase todo mundo que já passou por lá. Nem faço lista de nomes porque é interminável. Foi um episódio excelente e muito engraçado.

Claro que nem tudo é perfeição. A participação da atriz Taraji P. Henson foi péssima. Ela faz aquela série Empire, que foi elogiada. Não gosto dessa atriz, acho forçada e exagerada. Foi uma das poucas personagens de Boston Legal que eu não curtia. No episódio ela só gritava e fazia caretas, péssimo.

Tem um quadro recorrente que quando passa eu acelero, porque é idiota e sem graça, o do ator Beck Bennett fazendo o Baby Boss. Aquilo é terrível.

Por fim destaco o quadro da versão que eles fizeram de Bambi, mas no estilo de Velozes e Furiosos.

Até o ano que vem.

FDL

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Magia ao Luar

magic moonlightFilme: Magia ao Luar (Magic in the Moonlight)
Nota: 9
Elenco: Colin Firth, Emma Stone, Marcia Gay Harden
Ano: 2014
Direção: Woody Allen

 

 

 

 

 

A obra que Woody Allen lançou em 2014 foi para o lado do romance dessa vez. Se o estilo niilista aparentemente nos faz presumir não ser possível haver amor, essa obra indica uma direção contrária.

Nesse filme Colin Firth e Emma Stone se envolvem num jogo sobre crer ou não no metafísico, na ideia de haver ou não pessoas sensitivas, místicas, seja o nome que for.

Claro que nesse embate há enganação, romance e um final fofo.

Os diálogos do filme e a própria ironia e humor sutil fazem tudo ficar interessante e excelente.

Foi um filme criticado do diretor, não fez esse sucesso todo, mas eu gostei muito, porque nem sempre Woody segue a mesma linha, ousando em alguns aspectos, sem perder sua marca.

Até o próximo.

FDL

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Gritos do Passado – Camilla Läckberg

gritos do passado

‘“Eu invejava Johannes. Ele acreditava mesmo nas mentiras de meu pai de que podíamos curar gente. Imagine que poder aquela fé lhe dava. Olhar para suas mãos e saber que eram os instrumentos de Deus. Ver as pessoas ficarem em pé e andarem, ver os cegos enxergarem e saber que você era quem tornava isso possível. Eu via só o espetáculo. Via meu pai de pé nas laterais, guiando e dirigindo, e eu detestava cada minuto. Johannes só via os doentes diante de si. Ele via apenas seu canal direto com Deus. A tristeza que deve ter sentido quando ele se fechou… Não lhe ofereci nenhum consolo. Em vez disso, eu estava eufórico. Finalmente poderíamos ser garotos normais, Johannes e eu. Finalmente podíamos ser iguais. Mas isso nunca aconteceu. Johannes continuava a enfeitiçar as pessoas, enquanto eu, eu…” Sua voz falhou.’

Camilla Läckberg

Comecei a ler esse livro no ano passado, logo depois que li A Princesa do Gelo. Só que parei no meio por vários motivos e só tive cabeça e tempo para voltar agora. Fiz muito bem em voltar. Aquele entusiasmo que senti pela escrita de Camilla Läckberg permanece.

Esse livro é pior que o primeiro, mas certamente ainda é excelente. Falo isso porque meu personagem preferido é Ericka Falck, que esteve alheia ao mistério principal por conta de sua gravidez. Fora isso, seu drama com a irmã eu acho chato.

O livro conta a história de uma imigrante desaparecida na cidade de Fjällbacka, que quando tem seu corpo encontrado, está junto dos restos mortais de duas mulheres, que haviam desparecido muitos anos antes.

Todo esse mistério envolve uma família rica cheia de mágoas, mistérios e segredos. A relação dessa família com o crime cabe ser descoberta por Patrik Hedström, que lidera a investigação e sofre pessoalmente com o peso de ter essa responsabilidade e ainda sente culpa por deixar Erica grávida em casa para se dedicar ao caso.

O excesso de personagens avulsos incomoda um pouco, também o excesso de passagens inúteis na barriga do livro. Mas fora isso, o final mais uma vez me surpreendeu e demonstrou a habilidade que essa escritora tem em criar histórias interessantes e mistérios desvendáveis e complicados.

O próximo livro dela devo ler em breve. É mais uma autora que faz parte da minha lista com certeza.

FDL

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Season Finale: The Comeback – 2ª Temporada

the comeback

Existem algumas coincidências que são complicadas de explicar. Outras são um alívio em tempos de séries e filmes tão fracos nos EUA.

The Comeback foi exibida em 2005, um dos primeiros trabalhos dos artistas de Friends após a o final. Foi uma das séries que gerou a comentada “maldição de Friends”, já que ninguém do elenco emplacou nenhum sucesso depois disso.

O problema é que essa série fez parte do começo da era de seriados da HBO e o público não conhecia muito bem, não compreendeu. Eu acabei assistindo em 2008 só e realmente achei que a série era boa e merecia ter mais crédito.

Acontece que o povo lá finalmente entendeu que The Comeback estava à frente de seu tempo e resolveu dar uma nova temporada ao seriado, 10 anos depois. Justiça tardia, mas justiça.

The Comeback em 2005 trazia Lisa Kudrow interpretando Valerie Cherish, uma atriz que tinha feito sucesso anos antes com uma comédia e depois de muito tempo esquecida, resolveu voltar à mídia, estrelando uma nova comédia.

O problema é que Valerie é narcisista e não enxerga ninguém à sua volta. Com o seu retorno, faz um reality show, chamado The Comeback, que registra sua vida no retorno como atriz e os bastidores de sua série nova.

Aí que tá a graça da série.

Todas as imagens da série são do suposto reality show, dando realidade ao que se passa com ela, como se fossem as filmagens não editadas. Assim, nós a vemos forçando situações, criando uma imagem, sendo invejosa, mentirosa, manipuladora e não compreendendo que o tempo passou, que ela não é mais uma estrela.

O final da primeira temporada em 2005 é a estreia do reality, que a mostrou como era de verdade, gerando um escândalo que destruiu sua imagem.

Agora, em 2015, descobrimos que Valerie passou esses 10 anos ainda com seu cabelereiro pessoal a seguindo, mas agora com um “agente” que vive tentando papéis e entrevistas pra ela, mas sem ter sucesso.

A temporada atual ocorre com um novo emprego para ela. Na primeira temporada ela fez uma grande inimizade com o diretor de sua série, que se incomodava com ela, com suas câmeras e sua falta de noção.

O tempo passou e o diretor diz que se viciou em drogas por causa dela e se curou, criando uma série sobre o tempo que conviveram, demonizando Valerie e acabando com sua imagem.

Em mais um momento genial, quando Valerie vai à HBO tirar satisfações, o diretor acaba oferecendo para ela o emprego, para interpretar a si mesma. Aproveitando a oportunidade, Valerie, passa a dizer que é só ficção e volta à televisão interpretando a si mesma.

Claro que Valerie faz um novo reality sobre sua volta, só que dessa vez o pretexto é que será um documentário.

O ponto alto dessa temporada foi o fato de que ela foi mais humanizada ainda. Se antes fora explorado o lado mesquinho e falso dela, agora o lado generoso foi mostrado.

Sem me importar com spoilers, o papel dela faz um grande sucesso e ela acaba ganhando um Emmy. O diretor a convidou para ridicularizá-la, mas a crítica achou o papel corajoso e intenso.

Só que toda a gravação e essa exposição prejudicaram seu casamento e ela precisa escolher entre a família e o glamour.

Lisa Kudrow esteve ótima novamente. Ela consegue ter a façanha de estar no ar ao mesmo tempo na Showtime e na HBO, com Web Therapy e The Comeback. Sempre à frente de seu tempo, porque se hoje em dia o streaming é moda, há 06 anos ela começou Web Therapy pela internet.

O humor dessa série é sutil, é inteligente e muito crítico. Essa série é genial. Para honrar a tradição, assisti por streaming também.

Há rumores de que uma nova temporada virá. Espero muito que isso aconteça.

FDL

terça-feira, 2 de junho de 2015

Season Finale: The Big Bang Theory – 8ª Temporada

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Continuo não exigindo muito dessa série, até porque, não tem motivos pra isso. É uma comédia despretensiosa.

O problema é que o desgaste chega para todas e essa temporada foi muito fraca, com episódios sem uma piada que realmente tivesse graça.

O foco foi na nova fase do relacionamento de Penny e Leonard, já que agora ela tem um bom emprego (até cortou o cabelo curtinho).

Por outro lado, a morte da atriz que fazia a voz da mãe do Howard fez com que a personagem morresse também na série. Com isso tivemos um dos episódios mais tristes de séries que eu já vi.

Sheldon continuou do mesmo jeito e a repetição me incomodou um pouco. Aquela cena do final da série é pura enrolação, como sempre acontece.

Eu não me incomodava com a falta de avanço na história porque a série continuava engraçada. Porém...

Até setembro, com a 9ª temporada.

FDL

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Season Finale: The Good Wife – 6ª Temporada

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Pela primeira vez a série que eu já considero a melhor por vários anos foi superada. É a número dois, mas ainda assim é um excelente drama, que mesmo no sexto ano consegue me deixar ansioso pelo próximo episódio toda vez.

A atual temporada foi movimentada por Alicia no seu novo escritório, que nada mais é senão o mesmo de antes, com ela sócia, após várias idas e vindas. Além disso, boa parte dos episódios mostrou a própria protagonista concorrendo a eleições, no caso, ao cargo de district attorney.

Foi interessante esse aspecto, porque ela sempre se mostrou superior a todas as tramoias que Peter e Eli faziam para garantir boa imagem, mas em vários momentos foi obrigada a ceder.

Alicia concorrendo às eleições foi o ponto alto da temporada, sobretudo nos diálogos com Frank Prady. Destaco o momento em que ela o convidou para trabalhar na sua gestão após a vitória.

Além disso, o núcleo Kalinda, Cary e Lemond Bishop teve episódios intensos, mas telegrafando desde o início que o arco culminaria com a saída da carismática investigadora da série. Houve prisões, chantagens, mentiras, perseguições e ao final, uma saída em grande estilo.

O saldo foi negativo, porque Kalinda era importante para a série e a atriz Archie Panjabi tem um perfil de atuação diferente do que se encontra na televisão no momento. Vai fazer muita falta.

Os episódios finais, com a renúncia de Alicia, sua impossibilidade de volta ao escritório e a possível candidatura de Peter à presidência foram um pouco corridos e atribulados. Mesmo assim, o gancho final foi excelente, porque trouxe de volta o personagem do Michael J Fox, Louis Canning, que andava sumido e pode fazer da próxima temporada a melhor de todas as mais recentes.

The Good Wife teve consideráveis quedas na audiência, mas o sucesso de crítica fez com que a série fosse renovada para a sétima temporada. Muitos dizem que há um sinal de final, mas eu ainda acho que deveria ficar no ar por muito tempo, porque a linguagem, as atuações, os diálogos (sou fã das gritarias entre advogados no meio das reuniões de escritório ou argumentando com os juízes) fazem essa série ser imperdível e única.

Até o próximo ano.

FDL

domingo, 31 de maio de 2015

Tempo de Matar

tempo de matar“Pediu a todos que fechassem os olhos e ouvissem o que ela ia dizer. Pediu-lhes que imaginassem que a menina tinha cabelos louros e olhos azuis, que os dois violadores eram negros, que eles tinham amarrado o pé esquerdo dela numa cerca e o direito numa árvore. Que a violaram repetidamente e a insultaram porque ela era branca. Pediu-lhes que imaginassem a garotinha ali deitada, chamando pelo pai, enquanto eles lhe davam pontapés na boca, quebrando-lhe os dentes, quebrando -lhe os maxilares, o nariz. Disse-lhes que imaginassem dois negros bêbados entornando cerveja em cima dela e urinando no seu rosto e rindo como, anormais. E depois acabou por lhes dizer que imaginassem que a garotinha lhes pertencia, que era sua filha. Recomendou-lhes que fossem honestos com eles mesmos e que escrevessem em um papel se matavam ou não aqueles negros miseráveis se pudessem. E eles votaram, voto secreto. Os doze, todos, disseram que cometeriam o assassinato. O primeiro jurado contou os votos. Doze a zero. Wanda disse-lhes que estava disposta a ficar sentada naquela sala até ao Natal, mas que nunca votaria pela condenação, e se todos fossem honestos consigo próprios, pensariam da mesma maneira. Dez concordaram com ela e houve uma mulher que se opôs. Todos desataram a gritar e a censurá-la com palavras tão duras que ela, por fim, acabou por ceder.”

John Grisham

Acabei demorando para ler esse livro completamente. Como desculpa uso o fato de ser bem longo.

Trata-se do romance de estreia do escritor John Grisham, o que o lançou ao estrelato e à façanha de lançar um best seller por ano.

Talvez tenha sido o livro mais contundente que eu li desse autor. “O Recurso” também é, só que mais pelo pessimismo. Tempo de Matar impressiona pelo retrato cru de uma realidade que fingimos não ver.

Apesar de haver um plano de fundo envolvendo julgamento, assassinato, estupro, pena de morte, justiceiros e a advocacia, esse livro trata de forma incisiva mesmo o racismo. Este crime permeia todas as relações desse livro, até as mais banais.

Peguei a sinopse no Skoob:

“Dois homens brancos espancam e violentam impiedosamente uma menina negra de dez anos, numa pequena cidade ao sul dos Estados Unidos. A população da cidade - Clanton, no Mississipi -, apesar da significativa maioria branca, reage com choque e horror ao crime desumano. Mas o drama da menina Tonya e de sua família não pára por aí. Ele ganha dimensão nacional a partir do momento em que o pai da menina consegue um fuzil emprestado, relembra seus tempos no Vietnã e mata os estupradores. A opinião pública se divide e o jovem advogado, Jake Brigance, que assume a defesa, terá que enfrentar toda sorte de perseguições, principalmente por parte da violenta Ku Klux Klan.”

O personagem de Jake Brigance é interessante, porque não esconde utilizar o julgamento para alavancar sua carreira. Além disso, é cercado de pessoas que andam no limite da falta de ética profissional, se aproveitando dos benefícios de desonestidade sem, de fato, meter a mão na sujeira.

Escolhi esse trecho específico do livro para epigrafar esse post porque revela o cerne do assunto tratado por Grisham. Será que negros e brancos são julgados da mesma forma? E será que deveriam?

O meio do livro é excessivamente enfadonho, se perdendo em diálogos repetitivos e pormenores que não acrescentaram em nada. Nos livros seguintes Grisham foi mais dinâmico.

Por outro lado, a passagem do julgamento é de arrepiar, sobretudo com o texto tão lúcido e inteligente.

Claro que é uma trama rocambolesca, cheia de emoções que fogem da realidade. Mas pra isso serve a ficção e a fantasia, que, nesse caso, ainda trouxe um belo de um debate para as nossas consciências.

Acabei lendo esse livro por passa-lo na frente de outros, mas o motivo é justificável: em 2014 (comprei no natal agora) Grisham lançou “A Herança”, que se trata de uma continuação de “Tempo de Matar”, mais de 20 anos depois. Tudo isso me fez ter que ler esse livro logo. Não me arrependi.

Claro que como todo bom livro dele temos o seu respectivo filme. Eis:

 

MV5BMjIwMzI2NTk3N15BMl5BanBnXkFtZTgwMDgxNTYxMTE@._V1_SX214_AL_Filme: Tempo de Matar (A Time to Kill)
Nota: 9
Elenco: Matthew McConaughey, Sandra Bullock, Samuel L. Jackson, Kevin Spacey, Oliver Platt, Donald Sutherland, Kiefer Sutherland, Ashley Judd e como sou muito atento, vi Octavia Spencer como uma enfermeira sem fala que apareceu rapidinho.
Ano: 1996
Direção: Joel Schumacher

 

 

 

 

Joel Schumacher já tinha dirigido outro filme baseado em livro do Grisham: O Cliente.

Quando eu vejo esse elenco, sobretudo que tem participação do Kevin Spacey, me revolto por não ter lido/assistido antes. O que importa é que a hora chegou.

Dificilmente vemos isso, mas para um livro excelente, o filme excelente. Ótimos atores, escalados como eu imaginei os personagens.

A cena de enfrentamento entre a comunidade negra e a KKK na frente do tribunal ficou excelente, de arrepiar.

Mudança que não gostei: algumas interferências do personagem Carl Lee foram diferentes do livro e achei desnecessário. Deixou o advogado em situação de incompetência e transformou o réu em herói. Prefiro a quebra de maniqueísmo do Grisham, que fez o personagem vacilar em vários momentos. A cena do policial que perdoa Carl Lee foi estragada por esse pitaco. Não gostei disso.

Mudança que gostei: o trecho que epigrafei o post, no livro é mencionado sobre uma fala de uma das juradas nas deliberações. Ela diz isso aos outros jurados enquanto debatiam. O filme supriu uma falha do livro, que suprimiu a alegação final de Jake, dando um pulo no tempo até o final do julgamento. Para isso, de forma inteligente essa fala que inverte o perfil racial de vítimas e réus no processo foi dita por Jake, em uma cena muito bem feita, a qual aplaudo de pé a atuação de Matthew McConaughey.

Posso ser bem ranzinza e dizer que se no livro cortam o cabelo de Ellen Roark, por que não fizeram o mesmo com Sandra Bullock? Deixa pra lá.

De todo modo, recomendo filme, livro, tudo.

FDL